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Quarta-feira, 11 de Fevereiro 2026
Kintsugi | Uma Profunda Visão de Mundo

Coluna da Sandra
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Kintsugi | Uma Profunda Visão de Mundo

O que fazer com o quebrou em você

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Um pote de cerâmica colado pela técnica Kintsugi
Um pote de cerâmica colado pela técnica Kintsugi


Kintsugi é uma técnica artística japonesa usada para restaurar coisas quebradas: cerâmicas, potes, objetos em geral. Para colar os objetos, usa-se uma mistura de laca com pó de ouro, prata ou platina. Essa mistura aplicada artesanalmente e delicadamente restaura os pedaços quebrados, devolvendo o formato original da peça. 

‘Kin’ significa ouro, ‘Tsugi’ significa união. A técnica em vez de esconder as rachaduras, as destaca e as realça, tornando-se então a parte mais valiosa da peça.

Kintsugi é uma filosofia japonesa apoiada em três ideias centrais:

  1. A imperfeição como essência: valorização do imperfeito, o transitório e o incompleto;

  2. Transformação através da dor: aquilo que foi quebrado pode se tornar mais forte e mais belo após a reparação;

  3. Aceitação do tempo e da mudança: Nada volta a ser como antes. As coisas e acontecimentos se tornam algo novo e único, como partes naturais da existência.

O Kintsugi nos convida a viver sem esconder ou negar nossas cicatrizes.

Nossas dores, fracassos e rupturas não nos diminuem, e sim nos integram quando acolhidos: são partes da nossa própria história. É necessário reconhecer que elas nos compõem. É uma postura de respeito pelo tempo de duração das coisas, e a necessidade de presença e paciência diante da vida.

Não esconda suas rachaduras, pois elas são o local por onde a luz entra. 

Rachaduras são registros da existência. Não somos menos por termos passado por dificuldades, e sim somos mais inteiros por causa delas. A imperfeição, impermanência e simplicidade são valorizadas pelo Kintsugi.



Em um mundo que busca perfeição e descarte, o Kintsugi propõe cuidado, paciência e respeito pelo tempo. Propõe pausa. É um antídoto silencioso para a pressa, para a comparação constante e a obsessão pela perfeição. 

O Kintsugi não conserta apenas objetos, ele cura narrativas. A narrativa que você conta de você mesmo. O passado só vive se você o ressuscitar com narrativas como se ainda estivesse acontecendo. Não é sobre esquecer, é sobre parar de visitar a quebra com os mesmos pensamentos. Agora a quebra está restaurada com ouro. O ouro é o diálogo, vínculo que sobrevive à quebra e que carrega mais verdade.

Abrace suas rachaduras. Talvez viver seja isso: aceitar que vamos quebrar, escolher cuidar do que restou e, com paciência, transformar cada cicatriz em parte essencial daquilo que somos.



Escolha reconstruir. Não apague sua própria história.

FONTE/CRÉDITOS: Sandra Castro
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Matt Perkins por Unsplash
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Sandra Castro

Publicado por:

Sandra Castro

Sandra Castro é paulista formada em Jornalismo pela UNA, especialista em Big Data e Inteligência de Marketing pela PUCPR e atual estudante de MBA pela USP. Gosta de escrever sobre desenvolvimento humano e fotografar.

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