Seu Portal de Notícias

Aguarde, carregando...

Domingo, 14 de Dezembro 2025
Transplante de arcabouços de fígados sem células estimula regeneração de órgãos com cirrose

Geral
5 Acessos

Transplante de arcabouços de fígados sem células estimula regeneração de órgãos com cirrose

Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
Uma pesquisa liderada por cientistas do Grupo de Estudos do Fígado (GEF), do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBCCF/UFRJ), demonstrou, pela primeira vez, que o transplante de trechos de fígado descelularizado pode estimular a regeneração do órgão com cirrose, recuperando sua função. O trabalho, que contou com a colaboração de cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), recebeu o apoio da FAPERJ.   Um artigo de autoria do pesquisador Marlon Lemos Dias, do GEF/IBCCF/UFRJ, descrevendo o estudo, foi publicado na revista Cells. “Nesse artigo, o grupo investigou a hipótese de que arcabouços acelulares poderiam ser transplantados diretamente em um animal receptor doente, confiando inteiramente na sua capacidade de promover a repopulação de células residentes capazes de regenerar o tecido hepático. Nossos resultados indicaram que, mesmo em condições de doença hepática, o corpo pode agir para promover a recelularização de arcabouços acelulares e que estes induzem a regeneração hepática em fígados cirróticos após o transplante”, explica Dias, doutor em Ciências Biológicas-Biofísica pelo IBCCF/UFRJ com período sanduíche na University College London.   O trabalho fez parte da tese de doutorado de Dias, intitulada “Bioengenharia de arcabouços hepáticos acelulares: da hemocompatibilidade à recelularização in situ”, defendida em 2023, e que valeu a ele o Prêmio de Melhor Tese do Ano do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas-Biofísica (PPG Biofísica) do IBCCF e uma indicação ao Prêmio Capes de Teses. O pesquisador foi orientado pela professora Regina Coeli dos Santos Goldenberg, coordenadora do GEF.   O estudo realizado em ratos é a prova de conceito que demonstra que, no futuro, fígados bioartificiais – órgãos doentes recuperados em laboratório – poderão ser transplantados com sucesso em humanos, tornando-se uma alternativa para os pacientes que aguardam na fila a recepção do órgão. Até março de 2024, mais de 1.300 pacientes adultos e pediátricos esperavam por um transplante de fígado, de acordo com os números do Registro Brasileiro de Transplantes, atualizado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). As doenças hepáticas são responsáveis por milhares de mortes em todo o mundo.     O estudo com arcabouços acelulares fez parte da tese de doutorado de Marlon Dias (à esq.), que foi orientado pela coordenadora do GEF/UFRJ, Regina Goldenberg. O trabalho deu a ele o Prêmio de Melhor Tese do Ano do PPG Biofísica, em 2023 (Fotos: Divulgação e Marcos Patricio) O mesmo estudo demonstrou outros fatos importantes. “Observamos que o fígado descelularizado pode ser recelularizado por células saudáveis, que criaram um tecido hepático organizado e funcional após o transplante em animais com cirrose hepática”, explicou Dias, que até 2023 foi bolsista do programa Doutorado Nota 10 da FAPERJ.   “Além disso, fornecemos provas de que os produtos de engenharia de tecidos, como os biomateriais, podem ser combinados com citocinas terapêuticas e oferecer uma nova abordagem terapêutica para o tratamento de doenças hepáticas agudas e crônicas em humanos”, afirma o jovem cientista, agora com 28 anos, que ao concluir o pós-doutorado, em Londres, retornou ao Grupo de Estudos do Fígado, onde atua como professor substituto.   Criado há 13 anos, o GEF está instalado, desde 2023, no Centro de Pesquisa em Medicina de Precisão (CPMP) do IBCCF/UFRJ, na Ilha do Fundão. “A missão do Grupo é realizar uma série de estudos, cujo objetivo principal é a produção de fígados bioartificiais para serem transplantados em pacientes que estão na fila de espera. Temos poucos doadores, se comparado ao número de pessoas que necessitam de um fígado. Então, é preciso dar uma opção terapêutica para quem está na fila aguardando um órgão”, explica a coordenadora do GEF, professora Regina Goldenberg, que é Cientista do Nosso Estado da FAPERJ. O Grupo reúne professores, alunos de graduação, de mestrado, de doutorado e pós-doutores de diferentes áreas, como Biologia, Biomedicina, Farmácia e Medicina. Fonte: FAPESP
Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

Saiba Mais

/Dê sua opinião

De onde você acessa o Portal Folha de Florianópolis? (Where do you access the Folha de Florianópolis Portal from?)

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Folha de Florianópolis no seu app favorito de mensagens.

Whatsapp
Entrar
Aplicativo do Portal Folha de Florianópolis
Folha de Florianópolis ( sua empresa aqui)

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Folha de Florianópolis
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR