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Sábado, 02 de Maio 2026

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"YAGS” EM PERIGO: POR QUE O MUNDO GAY NÃO É TÃO COLORIDO COMO PARECE

“Arrasou”, “luxo” e “babado”.

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São muitas as expressões utilizadas no dia a dia das pessoas que vieram do mundo gay e isto se deve ao número crescente de personagens homossexuais na mídia. Na televisão aberta norte-americana, por exemplo, 12% dos papéis são coloridos. Já no streaming, 358 intérpretes purpurinados foram identificados em séries da Netflix, Hulu e HBO.

Na indústria musical, dos 1.000 maiores cantores do século XXI, 39 declararam-se membros da comunidade LGBTQIAPN+. Dentre eles, figuram-se grandes nomes do mercado internacional, como: Freddie Mercury, Sam Smith e Ricky Martin. No Brasil, não poderia ser diferente. Pabllo Vittar aparece no topo da lista, única brasileira gay com contrato firmado com a gravadora Sony.

E o que dizer da internet? No Instagram, o médico e influenciador Bruno Baroni parece dominar a plataforma. Em seu canal, mais de 1 milhão de cidadãos comuns acompanham os vídeos estrelados pela enfermeira Sandra. Lá, a protagonista apresenta-se como profissional da saúde travestida, dando dicas sobre etiqueta no pronto-socorro. Este último, com 368 mil curtidas.

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“É por este motivo que o cotidiano hipermoderno virou este bafón linguístico-comportamental”, explica o sociólogo especialista em comportamento gay, Martin Levine. Em seu livro Gay Macho: The Life and Death of the Homosexual Clone, o autor é categórico em afirmar que, à medida que o vocabulário arco-íris traz consigo o tom humorístico em demasia, ele influencia as massas.

Assim, cada vez mais, em vez de dinheiro, fala-se agora “aqué. Ao invés de roubar, é de bom tom dizer “dar a Elza”. Em vez de enlouquecimento, por que não ir direto para o “colocón”? Prática que a sociedade pegou emprestada dos homossexuais para repetir o mesmo mecanismo psicológico utilizado por eles para esconder um problema profundo, colorindo-o de muito riso.

Para Levine, portanto, rir é melhor do que chorar. Principalmente quando se olha para a estrutura familiar dos sujeitos homoafetivos. Deste modo, é bastante comum que o menino gay não tenha tido bom relacionamento com o seu pai, ainda na infância, uma vez que a sociedade patriarcal definiu que dois homens não devem se relacionar sexualmente como mandamento.

Neste sentido, o rapaz homossexual está sempre em busca deste masculino que faltou lá atrás, levando-o a recorrer a mecanismos psicológicos patológicos e disfuncionais para se proteger da dor que este complexo causa para si mesmo. O mais corriqueiro deles seria a compensação da tristeza causada pela ausência de um homem que o ame, substituindo-a pela alegria fechativa.

Psiquicamente, é como se a mente do gay executasse a seguinte sentença mental: “já que eu não tive um pênis presente na minha vida, irei deslocá-lo por compensação para a minha língua, fazendo-a se comportar como um. Desta forma, toda vez que o desamparo emocional bate à porta, recorro a este falo oral despirocado, enchendo a comunicação de penetração maníaca.

“O pênis simbólico é a representação que dá contorno à psique, individuando-a”, acrescenta Martin Levine. Consequentemente, sem este masculino que penetra a malha psíquica e a separa da simbiose com a mãe, não o ter e não aceitar esta perda significa tentar reviver o trauma desta ausência de maneira fantasiosa, encenando situações em que a representação retorna de forma atuada.

Na mesma direção, no mundo LGBTQIAPN+, quanto mais se nega o pai ausente todo cobiçado, mais ele retorna nas mais variadas situações. A linguagem que faz chacota, saindo da boca perfurante e adentrando o tímpano dos ouvintes com boas doses de violência mascarada é apenas uma situação específica. Entretanto, muitos outros casos podem ser citados com facilidade na literatura.

Em todo caso, da próxima vez em que você fizer “aloka” por aí no ouvido dos outros utilizando a linguagem escandalosa para não dizer jocosa, lembre-se de que, para cada neologismo criado utilizando este recurso, muito pai ficou pelo caminho. Afinal, pode ser que você nem soubesse por que motivo o seu amigo fala engraçado, mas, agora, já sabe que é porque algo deu errado.

FONTE/CRÉDITOS: Renan Cola é psicanalista  Formado em Psicanálise pelo IBCP Psicanálise, maior escola de psicologia profunda do país
Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

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