Eclesiastes 3:1-4 Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para chorar e tempo para rir;
Para tudo há um tempo debaixo do céu. Há tempo de chorar e tempo de rir. Essa verdade antiga continua válida porque a história humana não mudou tanto quanto imaginamos. O que mudou foi a coragem de alguns de fingir que nada tem consequência.
Vivemos tempos difíceis em que a injustiça acontece à luz do dia. Não se esconde mais. É praticada por homens poderosos que governam e decidem o destino de milhões como se fossem donos do amanhã. Agem como se fossem eternos, como se o poder os tivesse tornado imunes ao fim. Mas não são. A eternidade não pertence a eles. A eternidade pertence a Deus.
Esses homens vivem no luxo que não criaram. Desfrutam do que foi arrancado de uma nação inteira. Comem bebem festejam e se apresentam como fortes quando na verdade revelam apenas pobreza de espírito. Confundem dinheiro com valor, autoridade com verdade e força com razão. Esquecem que o tempo não obedece a cargos nem a fortunas.
Tudo passa. O poder passa. Os impérios passam. A falsa sensação de controle também passa. O tempo que hoje os favorece não é definitivo. Chegará o dia em que serão chamados a responder pelo que fizeram. Serão julgados pelos homens e também por Deus. E nesse dia não haverá desculpas nem discursos pomposos. Haverá consciência plena do mal praticado e choro de arrependimento que já não muda o passado.
Enquanto isso muitos choram em silêncio. Carregam o peso das decisões que não tomaram e das injustiças que não cometeram. A esses o tempo também fala. O choro não é inútil. A dor não é invisível. Nenhuma lágrima passa despercebida aos olhos de Deus.
O tempo do riso dos injustos é curto. O tempo da dor dos justos não é em vão. Há ordem mesmo quando tudo parece fora do lugar. Há um fim para o abuso e um sentido para a resistência. Para tudo há um tempo debaixo dos céus. E nenhum tempo injusto dura para sempre.
Folha de Florianópolis
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