Seu Portal de Notícias

Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 16 de Abril 2026
3,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais podem ter alto risco de quedas, diz estudo

Estudo & Pesquisa
75 Acessos

3,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais podem ter alto risco de quedas, diz estudo

Divulgação Científica

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Só de incluir duas perguntas — se o idoso tem preocupação com quedas e se sente instabilidade ao caminhar —, pesquisadores brasileiros conseguiram quadruplicar a identificação de pessoas em risco intermediário de quedas. O resultado vem de um estudo publicado na revista European Geriatric Medicine, que aplicou pela primeira vez o Algoritmo das Diretrizes Mundiais para Prevenção de Quedas (WGF, na sigla em inglês) a uma amostra representativa da população idosa brasileira.

O trabalho analisou dados de 7.515 participantes com 60 anos ou mais do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), coletados entre 2023 e 2024. Os pesquisadores aplicaram dois métodos do mesmo algoritmo: um baseado apenas no histórico de quedas nos últimos 12 meses, e outro que incorpora também as chamadas questões-chave – preocupação com quedas, medida por uma escala validada, e instabilidade postural, avaliada por um teste de equilíbrio.

Pelo método tradicional, 82,2% dos idosos foram classificados como baixo risco, 7,8% como intermediário e 10% como alto risco. Já quando as questões-chave foram incluídas, o cenário mudou substancialmente: 50,4% permaneceram em baixo risco, 34,6% passaram a ser classificados como intermediário e 15% como alto risco. Com base nesse último dado e nas estimativas populacionais do Censo 2022, os pesquisadores calculam que aproximadamente 3,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais podem estar em alto risco de quedas.

Publicidade

Leia Também:

“No Brasil, a gente não tinha nenhum método específico para fazer essa classificação. A grande diferença desse algoritmo é que ele sugere essa estratificação do risco de cair e, baseado nessa estratificação, ele já sugere o que deveria ser feito para essa população”, explica Núbia Carelli Pereira de Avelar, fisioterapeuta e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e primeira autora do estudo.

O estudo também identificou disparidades regionais que só se tornaram visíveis com o método das questões-chave. Idosos do Nordeste e do Sudeste tiveram maior probabilidade de serem classificados como risco intermediário em comparação aos da região Sul. Pelo método do histórico de quedas, nenhuma diferença regional foi detectada. Segundo a pesquisadora, fatores como desigualdades socioeconômicas, diferenças culturais e barreiras de acesso a recursos de saúde podem ajudar a explicar esse padrão.

Para além dos números, o estudo aponta implicações diretas para o sistema de saúde. Idosos em alto risco de quedas estão mais sujeitos a fraturas, hospitalizações e perda de independência, com impacto social e econômico significativo, especialmente em países com recursos limitados. “Se pensássemos em estratégias para reduzir a ocorrência dessas quedas, saberíamos como alocar melhor os recursos que já são limitados em países de renda média”, diz.

A pesquisadora destaca que os resultados chegam em um momento oportuno, diante do movimento em curso para a criação de um Programa Nacional de Prevenção de Quedas no Brasil. Na visão da equipe, o ideal seria que profissionais de saúde passassem a incluir rotineiramente as três perguntas do algoritmo na triagem de pacientes idosos: histórico de quedas, preocupação com quedas e instabilidade. Dependendo do nível de risco identificado, as condutas poderiam variar desde orientações educativas, no caso de baixo risco, até encaminhamento para fisioterapia e avaliação multidisciplinar, para os grupos intermediário e alto.

O ELSI-Brasil foi financiado pelo Ministério da Saúde por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (DECIT/SCTIE) e da Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa na Atenção Primária, Departamento dos Ciclos da Vida da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (COPID/DECIV/SAPS).

FONTE/CRÉDITOS: Agência Bori / UFSC
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Centro de Florianópolis. Foto: Folha de Florianópolis
Comentários:
Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

Saiba Mais

/Dê sua opinião

De onde você acessa o Portal Folha de Florianópolis? (Where do you access the Folha de Florianópolis Portal from?)

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Folha de Florianópolis no seu app favorito de mensagens.

Whatsapp
Entrar
Aplicativo do Portal Folha de Florianópolis
Folha de Florianópolis ( sua empresa aqui)
Folha de Florianópolis (Sua empresa aqui)

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Folha de Florianópolis
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR