Pesquisadores do Laboratório de Quimio-Biologia Computacional (CCBL) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP criaram um sistema de biorreator semiautomatizado, de baixo custo e código aberto, para estudos com culturas microbianas. O desenvolvimento e validação do equipamento foram detalhados em artigo publicado na revista ACS Omega.
Para testar o equipamento, o grupo realizou um estudo de caso com fungos capazes de degradar a lignina, um polímero natural presente na parede celular de plantas e um dos principais resíduos da produção de papel e celulose. Atualmente, a maior parte desses resíduos é incinerada pelas indústrias, e um método alternativo de biodegradação seria uma solução mais sustentável.
Os biorreatores são equipamentos que fornecem um ambiente controlado, com parâmetros como temperatura, agitação e teor de oxigênio estáveis, favorecendo o crescimento celular. Eles possibilitam o cultivo eficiente de microrganismos, a produção de biomoléculas e a realização de experimentos de longa duração. Apesar de comumente utilizados nas indústrias farmacêutica e química, esses equipamentos costumam ser muito caros devido à sua alta complexidade, podendo se tornar inacessíveis para laboratórios de pesquisa não industriais.

Folha de Florianópolis
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