Pode-se gostar ou não de Lula, mas sua reeleição, obtida de forma limpa, legítima e reconhecida pelas instituições competentes, representa uma vitória da democracia brasileira. Ao mesmo tempo, simboliza a derrota de um projeto político que significaria a continuidade do bolsonarismo, marcado pelo descumprimento das regras democráticas, sem esquecer seu viés norte-americano.
O resultado das urnas foi validado pela Justiça Eleitoral e reconhecido por autoridades de diferentes espectros políticos, incluindo o ministro do TSE Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, além da própria sigla bolsonarista, o PL. Diante disso, não há fundamento para contestações tardias nem para o inconformismo daqueles que se recusam a aceitar a vontade soberana do eleitorado.
Agora, encerrado seu ciclo político, Flávio Bolsonaro deveria concentrar suas energias em responder às questões que lhe são cobradas pela Justiça, em vez de insistir em narrativas de contestação eleitoral. Em uma democracia, derrotas eleitorais fazem parte do jogo. O que não cabe é transformar a inconformidade diante do resultado das urnas em campanha permanente de deslegitimação do processo eleitoral.
Observe-se o comportamento do político do qual o país se livrou.
Em vídeo publicado na segunda-feira, Flávio Bolsonaro afirmou que não deixaria o Brasil. No entanto, como ocorre frequentemente com quem não honra a própria palavra, fugiu para os Estados Unidos.
Servidor federal aposentado Balneário Camboriú-SC

Folha de Florianópolis
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