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Sábado, 02 de Maio 2026
Aumento do número de parlamentares na Câmara Federal: uma vergonha!

Artigos/ Opinião
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Aumento do número de parlamentares na Câmara Federal: uma vergonha!

Congresso Nacional em Brasília

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O país padece pela falta de qualidade ética e moral de seus políticos. Os senhores parlamentares, durante as eleições, ao pedirem votos à sociedade, apresentam-se como cândidos cordeirinhos, prometendo representar a população no Parlamento em suas reivindicações de caráter social. Mas, após serem eleitos, mostrem a verdadeira face pérfida de cada político e tratem no Legislativo apenas de seus interesses.
Uma rápida digressão. O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), muito jovem, já é presidente da Câmara Federal, abandonando, lamentavelmente, sua profissão de médico, tão carente, mormente nos rincões do país.
Custa-me a acreditar que um médico, de profissão muito disputada nos vestibulares, renuncia à sua carreira para exercer mandato político. Ou o deputado não se considerava um vocacionado para a atividade médica?
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Pois bem, muitos eleitores reclamam da necessidade de renovação do Congresso com a eleição de políticos novos, com cabeças mais arejadas e sem os vícios da velha guarda política. No entanto, trata-se de um ledo equívoco. Vejam, por exemplo, o caso do deputado Hugo Motta.
Ao transigir com a proposta para aumentar o número de cadeiras na Câmara Federal - em desacordo com a ordem do STF de continuar tendo 513 deputados – o parlamentar demonstra ter aprendido cedo o jeitinho maroto dos antigos políticos, que encontraram saídas mirabolantes para ver coroados os seus propósitos não republicanos.
Não interessa à sociedade aumentar a despesa pública para custear mais parlamentares. Ao contrário, a sociedade clama pela redução da quantidade de parlamentares, bastando fazer uma consulta oficial à população.
O deputado Hugo Motta e seus pares, encarregados do aumento de cadeiras, deveriam respeitar os princípios constitucionais. A Constituição de 1988, ao estabelecer que o número de deputados federais deve ser proporcional à população de cada estado, calculado com base nos dados do Censo Demográfico do IBGE, atualizado a cada dez anos, não deixou expresso ou subentendido que o número de deputados (513) pudesse ser feito.
Num país de milhões de pessoas passando fome, desempregadas e sem nada, chega a ser um escândalo que parlamentares, descompromissados com os problemas sociais brasileiros, resolvem aprovar o aumento da quantidade de deputados federais, o que significará, consequentemente, a inflação das despesas públicas, das benesses políticas, do empreguismo sem concurso nos gabinetes dos novos deputados etc.
A representatividade política não se dá pela quantidade de parlamentares, mas sim pela qualidade dos representantes. Um Parlamento enxuto, com menos político, é mais eficiente.
Somente parlamentares irresponsáveis com os gastos públicos podem aprovar tal medida.
Espera-se que o Senado Federal barre essa excrescência.
 
 
Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC
Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

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