Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 15 de Julho 2026
Carregando jogos...
UFSC desenvolve pesquisa inédita sobre regeneração óssea com estimulação elétrica
Estudo & Pesquisa
80 Acessos

UFSC desenvolve pesquisa inédita sobre regeneração óssea com estimulação elétrica

UFSC está à frente de um projeto inovador na área da odontologia que busca revolucionar os tratamentos de regeneração óssea em implantes dentários

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está à frente de um projeto na área da odontologia para tratamento de regeneração óssea em implantes dentários. O estudo, iniciado em fevereiro de 2024 e com previsão de conclusão até o final de 2026, investiga a eficácia do uso de estímulos elétricos de baixa intensidade para acelerar e melhorar a formação óssea ao redor de implantes dentários, especialmente em áreas com defeitos ósseos.

Intitulada Estimulação elétrica para melhorar a formação óssea peri-implantar em procedimentos regenerativos, a pesquisa é coordenada pelo professor Gabriel Leonardo Magrin e reúne uma equipe de seis pesquisadores. Segundo ele, a proposta é pioneira na odontologia ao combinar a estimulação elétrica com técnicas de regeneração óssea guiada. “Utilizamos um dispositivo elétrico miniaturizado acoplado ao implante, capaz de emitir correntes de baixa intensidade que estimulam a migração de células ósseas e favorecem a cicatrização”, explica Magrin.

Embora as técnicas atuais de reconstrução óssea sejam consideradas eficazes, elas podem apresentar limitações, como longo tempo de cicatrização e resultados variáveis. A estimulação elétrica surge como uma alternativa promissora. “Ao acelerar o processo de formação óssea, essa abordagem pode reduzir o tempo de tratamento, aumentar a taxa de sucesso dos implantes e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, destaca o coordenador.

Publicidade

Leia Também:

Estudos anteriores já indicavam que correntes elétricas podem favorecer a osseointegração  no processo de integração entre o implante e o osso. No entanto, esta é a primeira pesquisa a integrar essa técnica com a regeneração óssea guiada em um mesmo protocolo experimental. Uma etapa importante da pesquisa envolve testes em miniporcos, realizados na Universidade de Rio Verde (UniRV), em Goiás. A escolha do modelo animal se deve à semelhança anatômica entre a mandíbula desses animais e a humana, além de oferecer maior segurança nos procedimentos.

Durante os experimentos, os pesquisadores criam defeitos ósseos controlados na mandíbula dos animais, onde são instalados os implantes com o dispositivo de estimulação elétrica. A tecnologia emite descargas contínuas de baixa intensidade para estimular a formação óssea no local. As cirurgias foram realizadas em julho de 2025, reunindo equipes da UFSC e da UniRV em uma semana intensiva de atividades científicas. A doutoranda  Ana Clara Kuerten Gil destacou a importância do uso ético dos animais na pesquisa: “Eles contribuem silenciosamente para o progresso humano e merecem respeito, responsabilidade e rigor científico”.

Além de Magrin e Ana Clara, participam do projeto pesquisadores de diferentes instituições e especialidades. Entre eles estão Roberta Michels, responsável por análises histológicas e de imagem; o professor Cesar Benfatti, especialista em estimulação elétrica; Mariano Sanz, da Universidad Complutense de Madrid, que supervisiona atividades relacionadas à regeneração óssea; e Jamil Shibli, consultor técnico nos dispositivos utilizados.  A empresa Straumann também contribui com a doação de biomateriais utilizados nos experimentos.

O projeto conta com financiamento da International Team for Implantology (ITI), organização global sediada na Suíça dedicada à disseminação do conhecimento em implantodontia, e é desenvolvido em parceria com a Universidad Complutense de Madrid, na Espanha. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu) é responsável pela gestão financeira e operacional, garantindo suporte à execução das atividades científicas.

FONTE/CRÉDITOS: UFSC
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): UFSC

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.
Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Colunista da Folha de Florianópolis. Apaixonado pela natureza, baladas noturnas, parque, praias e piscinas natural, ler um bom livro na hora livre. (...)

Saiba Mais

/Dê sua opinião

De onde você acessa o Portal Folha de Florianópolis? (Where do you access the Folha de Florianópolis Portal from?)

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Folha de Florianópolis no seu app favorito de mensagens.

Whatsapp
Entrar
Aplicativo do Portal Folha de Florianópolis
Folha de Florianópolis ( sua empresa aqui)
Folha de Florianópolis (Sua empresa aqui)

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Folha de Florianópolis
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR