Seu Portal de Notícias

Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 16 de Abril 2026
Vacina da USP contra COVID-19 apresenta resultados promissores em testes com camundongos

Estudo & Pesquisa
1,176 Acessos

Vacina da USP contra COVID-19 apresenta resultados promissores em testes com camundongos

Formulação vacinal se mostrou altamente protetora, segura e versátil, podendo servir de base para o desenvolvimento de outros imunizantes contra zika e dengue, por exemplo

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
 

Estudos conduzidos com camundongos demonstraram que a vacina contra a COVID-19 que está sendo desenvolvida por pesquisadores do Laboratório de Imunologia do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) é segura e eficaz em induzir a resposta imune contra o patógeno e proteger os roedores da infecção. 

“Geralmente, quando se fala em vacina, pensamos na inoculação de vírus atenuado ou inativado. No entanto, estamos usando uma estratégia mais moderna que permite priorizar, além da eficiência e segurança, uma maior plasticidade da formulação, ou seja, mais facilidade de atualização contra variantes de preocupação”, afirmou Gustavo Cabral de Miranda, pesquisador responsável pelo projeto que é apoiado pela FAPESP.

A estratégia utilizada pelo grupo de pesquisadores da FMUSP para desenvolver o imunizante é baseada no uso de partículas semelhantes a vírus (VLPs, na sigla em inglês de vírus-like particles). “Essa categoria de proteína viral possui características semelhantes às de um vírus, porém, sem o material genético. Isso faz com que, ao mesmo tempo em que as VLPs sejam reconhecidas pelo sistema imune, elas não apresentam o risco de se replicar nem causar a doença”, diz Cabral.

Publicidade

Leia Também:

O pesquisador explica que a VLP pode ser a vacina por si só, ou – como no caso da formulação que está sendo desenvolvida – se ligar a um antígeno, uma proteína que ativa o sistema imunológico, fazendo-o produzir anticorpos. “Sob condições específicas em laboratório, essas proteínas estruturais de superfícies têm a capacidade de se autotransformar em VLPs. Então, elas podem ser produzidas em laboratórios por meio de bactérias que atuam como minifábricas, estimulando essa autotransformação. Uma segunda etapa é inocular o antígeno, no caso da COVID-19, a proteína spike. Isso facilita bastante todo o processo, permite maior flexibilidade e também barateia o desenvolvimento do imunizante”, afirma o pesquisador.

Outra vantagem da vacina contra a COVID-19, destacada por Cabral, é a prescindibilidade de adjuvantes, substâncias que potencializam a resposta imune. “Nesse trabalho tanto nos testes in vitro quanto in vivo montamos estratégias para tentar baratear a formulação, utilizando o mínimo possível de produtos que não fossem desenvolvidos no laboratório. Tanto que o imunizante não precisa de adjuvante”, contou.

O pesquisador explica que em uma formulação vacinal, além do material que é parte ou imita o vírus – nesse caso as VLPs –, são necessários vários outros compostos para estimular a resposta imune. Entre eles, os principais são os adjuvantes. O adjuvante mais comum é o hidróxido de alumínio, um sal que está sendo usado há mais de cem anos no desenvolvimento de vacinas em todo o mundo. “Montar uma tecnologia autoadjuvante (que não precisa desses compostos) nos dá a chance de fugir da dependência de empresas que produzem adjuvantes, além de tornar a formulação mais barata”, disse.

O grupo de pesquisadores da FMUSP também tem o objetivo de produzir conhecimento para alavancar uma plataforma tecnológica útil para o desenvolvimento de diferentes vacinas. “Isso porque a tecnologia VLP é muito flexível e permitiu, por exemplo, que simplesmente retirássemos o antígeno (no caso um pedaço da proteína do SARS-CoV-2) e trocássemos por uma proteína do vírus da zika. Isso não é só um caso hipotético, mas algo que também estamos desenvolvendo no nosso laboratório. É claro que não é algo tão simples, mas é possível criar uma plataforma para desenvolver uma série de vacinas a partir dessa tecnologia”, disse Cabral.

FONTE/CRÉDITOS: Maria Fernanda Ziegler/Agência FAPESP
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): A estratégia utilizada pelo grupo de pesquisadores da FMUSP para desenvolver o imunizante é baseada no uso de partículas semelhantes a vírus (VLPs) imagem: Niaid/NIH)
Redação

Publicado por:

Redação

Folha de Florianópolis: Nosso missão é levar conteúdo sadia e informativo independente das classes social, ou cultura religiosa, filosófica. (www.facebook.com/folha.floripa/)

Saiba Mais

/Dê sua opinião

De onde você acessa o Portal Folha de Florianópolis? (Where do you access the Folha de Florianópolis Portal from?)

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Folha de Florianópolis no seu app favorito de mensagens.

Whatsapp
Entrar
Folha de Florianópolis (Sua empresa aqui)
Folha de Florianópolis ( sua empresa aqui)
Aplicativo do Portal Folha de Florianópolis

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Folha de Florianópolis
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR