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Quarta-feira, 06 de Maio 2026
Conexão não é dom. É método. E começa com três atitudes simples.

Coluna do Paulo Luelson
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Conexão não é dom. É método. E começa com três atitudes simples.

Interesse genuíno, Escuta ativa e Identificação

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Em anos trabalhando com gestão de pessoas e convivendo com diferentes perfis, do operacional ao estratégico, uma coisa ficou clara:

Os profissionais mais influentes não são, necessariamente, os mais técnicos. São os que sabem se conectar.

E conexão não é carisma natural. É construção consciente.

Ela acontece quando três elementos entram em cena:

  • Interesse genuíno

  • Escuta ativa

  • Identificação

Simples? Sim. Comum? Nem de perto.

1. Interesse genuíno: o ponto de partida de qualquer conexão

Interesse genuíno não é fazer pergunta por educação. É demonstrar, de fato, curiosidade pela outra pessoa.

E aqui está o primeiro erro comum: muita gente pergunta já pensando na resposta que vai dar depois.

Isso não é interesse. Isso é preparo para falar.

Base conceitual

O psicólogo Carl Rogers, um dos nomes mais relevantes da abordagem centrada na pessoa, defendia que relações de qualidade começam com aceitação genuína e interesse real pelo outro.

Sem isso, qualquer interação vira superficial.

Exemplo prático (vida pessoal)

Você gosta de viajar? ➡️ Qual foi o lugar que mais te marcou?

Perceba: não é uma pergunta automática. Ela abre espaço para história, emoção e significado.

Exemplo prático (profissional)

Vi que você está assumindo um novo projeto… ➡️ O que mais te motivou a aceitar esse desafio?

Aqui você sai do raso e entra no território da motivação, onde a conexão acontece de verdade.

2. Escuta ativa: onde a maioria falha

Se o interesse abre a porta, a escuta ativa mantém a conversa viva.

E escutar não é ficar em silêncio esperando sua vez de falar. É processar, validar e aprofundar.

Base conceitual

Segundo Daniel Goleman, a escuta ativa é uma das competências centrais da inteligência emocional, essencial para liderança eficaz.

Quem não escuta bem:

  • interpreta mal

  • reage mal

  • decide mal

Exemplo prático (vida pessoal)

“Eu comecei a correr para melhorar minha saúde.”

➡️ E o que mudou na sua rotina depois disso?

Você aprofunda. Você mostra presença. Você valida o que foi dito.

Exemplo prático (profissional)

“O maior desafio foi o prazo curto.”

➡️ E como você lidou com essa pressão no dia a dia?

Aqui você não apenas escuta. Você ajuda a pessoa a refletir sobre a própria experiência.

3. Identificação: o momento em que a conexão acontece

Se você só pergunta e escuta, você cria abertura. Mas é na identificação que você cria vínculo.

É o famoso: “eu te entendo, porque já estive aí também.”

Mas cuidado: identificação não é roubar a conversa. É conectar experiências.

Base conceitual

O autor Dale Carnegie já defendia em Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas que as pessoas se conectam com quem demonstra interesse genuíno e pontos em comum reais.

Exemplo prático (vida pessoal)

“Viajar sozinho mudou minha forma de ver o mundo.”

➡️ Eu tive essa mesma sensação na primeira vez que viajei sozinho… parece que a gente se reconecta com a gente mesmo, né?

Exemplo prático (profissional)

“Precisei equilibrar qualidade e prazo.”

➡️ Já passei exatamente por isso… e sei o quanto exige jogo de cintura.

Aqui nasce o respeito. Aqui nasce a conexão.

Aplicação prática em contextos reais

1. Liderança

Um líder que não pratica esses três pontos:

  • perde engajamento

  • gera ruído

  • cria distância da equipe

Um líder que pratica:

  • constrói confiança

  • entende motivações

  • toma decisões mais assertivas

2. Vendas

Venda não começa na proposta. Começa na conexão.

Clientes não compram apenas soluções. Compram de quem:

  • entende sua dor

  • escuta com atenção

  • demonstra proximidade

3. Relacionamentos interpessoais

Seja amizade, networking ou família…

As relações mais fortes não são baseadas em quem fala mais. Mas em quem:

  • demonstra interesse real

  • sabe ouvir

  • encontra pontos em comum

O erro que quase todo mundo comete

A maioria das pessoas tenta se destacar falando mais, mostrando mais, provando mais.

Mas a verdade é outra:

quem mais se conecta, muitas vezes, é quem melhor faz o outro se sentir importante.

E isso não exige técnica avançada. Exige presença.

Conclusão: conexão é uma habilidade estratégica

Depois de anos lidando com pessoas, projetos e pressão por resultado, fica evidente:

Você pode ter conhecimento técnico. Pode ter experiência. Pode ter currículo.

Mas se não souber se conectar… vai sempre encontrar um limite.

Por outro lado, quem domina:

  • interesse genuíno

  • escuta ativa

  • identificação

não apenas se comunica melhor.

Influencia. Lidera. E deixa marca.

Porque no final… as pessoas podem até esquecer o que você disse.

Mas dificilmente esquecem como se sentiram ao conversar com você.

Comentários:
PAULO LUELSON CORREA

Publicado por:

PAULO LUELSON CORREA

Estrategista de Growth & Business Intelligence (BI) | Direção Comercial B2B, B2C & E-commerce | +35% de Aumento de Faturamento Anual e Expansão de Mercado | SEO | Business Analyst

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