Há pouco mais de um ano e meio, uma ocorrência mobilizou a equipe do Quartel de Bombeiros do Rio Tavares em uma corrida contra o tempo. O jovem Vitor Telli Fioravanti havia sido atropelado na faixa de pedestres, nas proximidades do quartel, sofrendo ferimentos gravíssimos, principalmente no crânio e na perna direita.
Diante do estado neurológico crítico, a guarnição realizou o controle das hemorragias e iniciou a rápida remoção da vítima. Durante o deslocamento ao hospital, a ambulância dos bombeiros encontrou a Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU. Os profissionais do SAMU embarcaram na ambulância do Corpo de Bombeiros e deram continuidade aos procedimentos avançados, em uma atuação integrada.
Segundo Vitor, todos os médicos que participaram de seu tratamento foram unânimes: sua recuperação era considerada extremamente improvável. Hoje, porém, ele escreve uma história diferente. Em constante fisioterapia e reabilitação, segue recuperando os movimentos e melhorando a cada dia. "Foi uma experiência que mudou tudo para mim. Hoje eu vejo o tempo de outra forma, cuido muito mais da minha saúde e valorizo cada dia", contou.
Na manhã desta quinta-feira, Vitor voltou ao quartel para um reencontro emocionante com os profissionais que participaram daquele atendimento. Abraços, sorrisos, conversas e muitas lembranças marcaram o momento.
Para a chefe de socorro da ocorrência, 3º Sargento BM Maria Gabriela, a visita representou a maior recompensa que um bombeiro pode receber. "A gente treina, estuda e se prepara durante muito tempo. Passa por situações muito difíceis e, infelizmente, vê muitas vidas se perderem, principalmente em acidentes. Ver o Vitor feliz, sorrindo e recuperado é uma alegria que não tem explicação. É muito mais gratificante do que qualquer medalha de mérito. Nos dá a certeza de que estamos exatamente onde devemos estar." A sargento também destaca que essa história teve um final feliz graças ao trabalho integrado de toda a rede de atendimento: desde o primeiro socorro prestado pelo CBMSC, passando pela atuação da equipe do SAMU, até o atendimento hospitalar e todo o processo de recuperação.
A equipe, composta também pela Soldado BM Mascarenhas e pelo BC Teixeira, recebeu Vitor com um café passado na hora e um bolo. Um gesto simples, mas carregado de significado: celebrar a continuidade da vida. Porque, no fim das contas, não existe reconhecimento maior do que reencontrar alguém que um dia lutou para sobreviver: agora de pé, sorrindo e vivendo plenamente.

Folha de Florianópolis
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