Flávio Lunardi e Fred Budtikevitz buscam mais um título no Sertões
(Fotop)
Os catarinenses, o piloto Flávio Lunardi e o navegador Fred Budtikevitz, garantiram um lugar no grid do Sertões – o maior rally das Américas e o segundo maior do mundo. Os atuais campeões Brasileiro de Rally Raid na categoria Carros Ultimate T1.1 se preparam para enfrentar, entre os dias 22 e 30 de agosto, quase 4.000 km – sendo 2.600 km de trechos cronometrados em estradas de terra – que vão cruzar três estados e oito municípios, com largada e chegada em Goiânia (GO). As demais cidades anfitriãs são: Cavalcante (GO), Luís Eduardo Magalhães (BA), Mateiros (TO), Porto Nacional (TO), Minaçu (GO), Niquelândia (GO) e Goianésia (GO).
A grande expectativa está em torno da nova categoria em que Flávio e Fred disputarão o título do Sertões: a T1+, em outras palavras, a elite do rally nacional. Para isso, eles assumiram o comando a Toyota IMA V8, uma “nave” com alta tecnologia embarcada, sendo: motor 5.0 V8 aspirado, potência de aproximadamente 470cv, câmbio sequencial Sadev 6 marchas e suspensão independente de última geração (preparada pela equipe Sizmic).
“Não é exagero dizer que essa picape é uma nave! É um carro muito veloz, robusto, com distância entre eixos maior, por isso, mais firme no chão. Ele tem uma preparação que permite com que a gente acelere com mais agressividade e segurança, ou seja, é um equipamento que entrega tudo”, declara o piloto Flávio.
A dupla estreou o novo veículo no Sertões Series Paraná (realizado em julho), onde o objetivo foi conhecer e se adaptar à Toyota. “Realmente ficamos bastante entusiasmados e otimistas depois dessa primeira experiência. Pilotar esse carro trouxe uma sensação diferente, e a certeza de que temos chances de brigar pelo título da nossa categoria e na Geral entre todos os veículos inscritos”, salientou o piloto.
Para o navegador Fred, a Toyota IMA V8 aceita “mais desaforo”, pois apresentou um nível de resistência acima da média. “Podemos confiar mais no carro e arriscar em algumas manobras, como frear bem próximo de uma curva vindo de alta velocidade (freio potente) ou atacar mais na curva, porque o motor responde rápido e entrega potência, e o entre-eixos oferece mais estabilidade. Além disso, podemos passar com mais velocidade por obstáculos que até então pediriam mais cuidado para evitar quebras mecânicas (como erosões, trial ou travessias de rios). A confiabilidade na resistência é muito alta, como já foi comprovada em outras provas, a exemplo do Dakar”, aponta Fred.
Novo desafio, mais responsabilidades
Por ser um equipamento mais resistente, potente e confiável, isso permitirá ao piloto imprimir ainda mais velocidade. “O Flávio é um piloto rápido, tem a gana e coragem como suas principais características. Com isso, a minha navegação terá de seguir a mesma tocada e tenho experiência para isso. Mas, quando falamos de uma habilidade intelectual, o raciocínio com a leitura da planilha, metragem de prova e correção de hodômetro, cálculos em tempo real, com obstáculos e situações adversas a cada quilômetro, sem dúvida, faz com que o esforço do navegador seja ainda maior! Acompanhar todo esse ritmo é ainda mais ‘exaustivo’. Com a Toyota, esse ano será o meu maior desafio na carreira: ser ainda mais rápido na entrega da navegação, na mesma proporção que o piloto e o carro precisam”, explica a fundo Fred.
Outro diferencial na busca pela vitória do Sertões é o entrosamento da dupla e a confiança que piloto e navegador têm um no outro. “O fato de o Flávio confiar na minha navegação faz com que ele acelere sem medo do que vai encontrar pela frente. E o fato de eu confiar na pilotagem dele, faz com que eu o deixe mais solto, e assim, estabelecer uma navegação mais precisa”, pontuou Fred, que ainda completou sobre o patamar que a Bulldog Racing alcançou para esse Sertões. “Sempre é um sonho de quem está no rally, pilotar um carro como a Toyota. Chegou o nosso momento. Mas é importante ressaltar que para estar no Sertões é preciso que todo o conjunto esteja bem-preparado (nós, equipamentos, engenharia, mecânicos). E ainda, um fator muito importante é a sorte! Se a sorte também estiver ao nosso lado, temos grandes chances de terminar o Sertões vitoriosos”, encerrou Flávio.


Folha de Florianópolis
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