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Sábado, 24 de Janeiro 2026
Corpo resgatado pelo CBMSC na Lagoinha do Leste é confirmado como sendo do turista argentino desaparecido

Florianópolis
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Corpo resgatado pelo CBMSC na Lagoinha do Leste é confirmado como sendo do turista argentino desaparecido

O turista argentino estava desaparecido desde o dia 15 de maio na região Sul da capital

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A Polícia Científica de Santa Catarina confirmou nesta terça-feira, 27, a identidade do corpo resgatado no último domingo, 25 de maio, na Lagoinha do Leste, em Florianópolis, como sendo de José Maria Alday, de 70 anos.O turista argentino estava desaparecido desde o dia 15 de maio na região Sul da capital.

A identificação encerra uma operação de busca e salvamento complexa conduzida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC).

Início da Operação

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A busca por José Maria Alday pelo CBMSC começou em 19 de maio, após o serviço de inteligência do SOS Desaparecidos da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) obter imagens de uma câmera de segurança. O vídeo mostrava o turista caminhando próximo à entrada da trilha da Lagoinha do Leste, no Pântano do Sul. Com essa pista, o Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) do CBMSC, acionado para o caso, aprofundou a investigação. Duas testemunhas confirmaram ter visto Alday na Praia da Lagoinha do Leste, subindo a trilha que leva à Pedra da Coroa. Este ponto se tornou o foco inicial e principal da busca.

Durante sete dias de um intenso trabalho de busca, cerca de 50 de bombeiros em revezamento realizaram uma operação exaustiva, que incluiu buscas terrestres, aéreas e marítimas. 

O CBMSC utilizou cães farejadores, drones com câmeras térmicas e alto-falantes, além de embarcações, sistemas de georreferenciamento e comunicação via satélite.

A operação contou com o apoio crucial dos batalhões de aviação do CBMSC e da PMSC, que auxiliaram no transporte das equipes e realizaram sobrevoos na área. Os bombeiros enfrentaram terrenos de alta complexidade, como trilhas densas, mata fechada e costões rochosos íngremes. As condições climáticas desafiadoras, como chuva e vento, e o alto risco operacional impuseram grandes obstáculos às equipes.

Localização da vítima

No sábado, 24, enquanto as buscas prosseguiam, a Central de Emergências (COBOM) do CBMSC recebeu a informação de um pescador, que avistou algo que parecia ser um corpo em um costão rochoso remoto, entre a Lagoinha do Leste e o Pântano do Sul. 

Imediatamente, a aeronave Arcanjo-01 foi deslocada para o local, confirmando a informação. O ponto exato onde o corpo foi encontrado era de dificílimo acesso, só possível por via aérea. No entanto, as condições meteorológicas adversas (chuva) e a presença de muitas aves no local inviabilizaram o resgate imediato. Um novo planejamento foi elaborado para o domingo, com a expectativa de condições climáticas mais favoráveis.

Na manhã seguinte, dia 25, o resgate foi finalmente realizado e classificado como uma operação de altíssima complexidade. O corpo de José Maria Alday estava entre pedras, aproximadamente 50 metros acima do nível do mar, em uma encosta íngreme e escorregadia. A equipe do GBS conseguiu acessar o local utilizando técnicas de rapel, com o fundamental suporte da aeronave Arcanjo-01.

O capitão Rafael Vieira Vilela, comandante do GBS e coordenador das buscas, destacou a dificuldade da missão: "A missão exigiu planejamento detalhado e extrema habilidade técnica dos bombeiros, diante do terreno hostil e dos riscos envolvidos. O acesso ao local era muito difícil, sendo necessário o desembarque das equipes com aeronave ainda em voo em baixa altura, em uma pedra acima do ponto onde o corpo estava localizado, bem como o emprego de técnica de rapel para descida até o local, fatores que elevaram o risco da operação."

A atuação conjunta do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), do Batalhão de Operações Aéreas (BOA) e do serviço de cinotecnia (cães de busca) do CBMSC demonstra o alto nível de preparo, comprometimento e excelência técnica das equipes especializadas em missões de resgate em ambientes remotos e de difícil acesso. 

A confirmação da identidade do turista encerra o trabalho de busca, mas reforça o comprometimento dos profissionais envolvidos.

Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

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