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Quinta-feira, 25 de Junho 2026
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“É preciso uma política industrial clara. E a NIB é essa política”, diz Márcio Elias
Entrevista
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“É preciso uma política industrial clara. E a NIB é essa política”, diz Márcio Elias

Titular do MDIC explicou, durante programa de rádio e internet, como a Nova Indústria Brasil mobiliza recursos públicos e privados para modernizar a indústria

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os recursos mobilizados pela Nova Indústria Brasil (NIB) têm como objetivo impulsionar a inovação, acelerar a transição para a Indústria 4.0 e ampliar a capacidade exportadora do país com produtos de maior valor agregado. A avaliação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante participação no programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira, 24 de junho. 

“O presidente Lula fala desde o começo: não há desenvolvimento social se não tiver desenvolvimento econômico, é preciso que um esteja ligado ao outro. É a partir da geração de empregos, da geração de renda, que a gente melhora a condição de vida das pessoas. E para isso, é preciso que tenha uma política industrial clara. E a nova indústria Brasil é essa política industrial”, destacou.

Queremos promover, desde inovação a incorporação de novas tecnologias, promover a transição digital, para que nós tenhamos a chamada indústria 4.0, como também aumentar a nossa capacidade exportadora, para que o Brasil possa estar na cena internacional, não apenas com commodities, o que é muito bom e funciona muito bem, mas também com produtos com valor agregado”
Márcio Elias Rosa
Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

REFORÇO — Márcio Elias Rosa explicou que os recursos disponibilizados pelo Governo do Brasil para a iniciativa, incluindo os R$ 140 bilhões anunciados nesta semana para investimentos até o fim de 2026, podem ser direcionados às seis missões da política industrial.

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“Queremos promover, desde inovação a incorporação de novas tecnologias, promover a transição digital, para que nós tenhamos a chamada indústria 4.0, como também aumentar a nossa capacidade exportadora, para que o Brasil possa estar na cena internacional, não apenas com commodities, o que é muito bom e funciona muito bem, mas também com produtos com valor agregado”, afirmou o ministro.

INDÚSTRIA DIVERSIFICADA — O ministro explicou que estados com base industrial diversificada, como o Paraná, tendem a se beneficiar desse movimento. De acordo com o ministro, o estado é atualmente o quinto maior exportador do país. “É um mercado muito relevante, muito importante e tem feito exportações de commodities, mas também com valor agregado. Nós temos indústrias, inclusive automotiva, importantes no Paraná, indústria de máquinas e equipamentos”, ressaltou.

MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS — Márcio Elias Rosa também ressaltou que cabe ao Governo do Brasil definir prioridades, estruturar programas e disponibilizar recursos por meio de instituições financeiras e de fomento. Ao setor privado, cabe apresentar projetos capazes de acessar as linhas de crédito. “A instituição precisa também disponibilizar recursos e é preciso que o setor privado compareça com um projeto que possa acessar a linha de crédito”, disse.

DESENVOLVIMENTO NACIONAL — De 2023 a março de 2026, a NIB já aprovou R$ 709 bilhões em crédito para financiar 494 mil projetos que vão impulsionar o desenvolvimento nacional, de acordo com o painel de monitoramento do Plano Mais Produção (P+P). Entre os segmentos estratégicos contemplados pela política estão fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais. 

“O fato de que tenham sido contratados não significa que tenham sido já retirados, que tenham sido já recebidos. Sempre que o Palácio se reúne e diz: tem mais R$ 140 bilhões, não significa que sejam R$ 140 bilhões gastos. São R$ 140 bilhões acessíveis ou disponíveis. E aí as pessoas precisam comparecer com condição para ter o crédito”, destacou.

INVESTIMENTO PRIVADO — O ministro destacou ainda que os investimentos privados superam aportes públicos em quatro missões da NIB e citou a cadeia automotiva. “O setor privado, porque confia na política industrial, tem feito anúncios de investimentos. O setor automotivo, de autopeças, já realizou e anunciou R$ 190 bilhões de investimentos, o que supera, e muito, os R$ 19 bilhões que o Governo Federal disponibilizou no início do programa Mover, por exemplo”, explicou.

TARIFAS — Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Márcio Elias Rosa afirmou que o Governo do Brasil continua as negociações com a administração norte-americana. “O governo do presidente Lula vem negociando desde o primeiro dia em que essas decisões começaram a ser tomadas lá pelo governo norte-americano, pelo presidente Trump”, disse.

Ele afirmou que as conversas envolvem reuniões semanais entre equipes dos dois países. “No âmbito das investigações que os Estados Unidos conduzem, e eu participo da negociação, a gente tem feito reuniões semanais, técnicas semanais, mostrando por que não pode ter a tarifa, por que não é justa a tarifa, por que está equivocada a conclusão”, destacou o ministro.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, participou do programa "Bom Dia, Ministro" . Foto: Diego Campos / Secom-PR

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Célio Roberto Velho

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Célio Roberto Velho

Administrador e Colunista, da Folha de Florianópolis. Imbitubense, tem gosto pela natureza, baladas noturnas, parque, praias e piscinas natural, ler um bom livro na hora livre. (...)

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