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Terça-feira, 26 de Maio 2026
Ministra Fernanda Machiaveli reforça importância da alimentação orgânica e agroecológica: “Renda para famílias rurais e saúde para famílias urbanas”

Entrevista
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Ministra Fernanda Machiaveli reforça importância da alimentação orgânica e agroecológica: “Renda para famílias rurais e saúde para famílias urbanas”

Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar comentou sobre o programa Da Terra à Mesa, iniciativa que atua na ampliação e fortalecimento da produção, manipulação e processamento de produtos orgânicos e de base agroecológica

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Tendo como um de seus pilares a ampliação do consumo de produtos orgânicos e agroecológicos no país, a alimentação saudável da população e a geração de renda para produtores rurais, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli detalhou - em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministra” desta terça-feira, 26 de maio - como o programa Da Terra à Mesa é orientado em torno destes princípios. Especialmente ao destinar recursos para ações que combinam mobilização, articulação, assistência técnica, capacitação e estruturação produtiva, com foco na transição agroecológica e na valorização da agricultura familiar.

Mais do que pensar no alimento orgânico, é pensar no alimento agroecológico, porque há duas dimensões: para as famílias que consomem é saúde, alimento saudável que chega nas mesas, enquanto para o produtor rural há um impacto grande, porque primeiro é muito mais saudável esse tipo de produção, o custo de produção é menor. Os insumos são biológicos e mais acessíveis. Com isso, se gera renda para as famílias rurais e saúde para as famílias urbanas e rurais que consomem esse alimento”

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Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

“Mais do que pensar no alimento orgânico, é pensar no alimento agroecológico, porque há duas dimensões: para as famílias que consomem é saúde, alimento saudável que chega nas mesas, enquanto para o produtor rural há um impacto grande, porque primeiro é muito mais saudável esse tipo de produção, o custo de produção é menor. Os insumos são biológicos e mais acessíveis. Com isso, se gera renda para as famílias rurais e saúde para as famílias urbanas e rurais que consomem esse alimento”, explicou.

A ministra ressaltou o impacto no meio ambiente e o papel da agroecologia na recuperação de solos e na maximização da capacidade produtiva das famílias que vivem no campo. “Hoje temos um grande desafio, que é enfrentar mudanças climáticas, mas também enfrentar o que tem acontecido com o nosso solo. Temos um processo de perda dos nossos solos e a gente só vai conseguir fazer isso com práticas cada vez mais cuidadosas com recursos naturais”, alertou.

Fernanda Machiaveli também citou, durante a entrevista, medidas e programas federais que atuam em sinergia com a preocupação apontada. “A agroecologia é uma política desde 2012, cuja construção foi retomada e fizemos o 3º Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, passamos a financiar por meio do programa Ecofort, que é um programa com recursos do BNDES, da Fundação Banco do Brasil, para as redes de agroecologia nos territórios que fomentam essas práticas de transição. O MDA lançou o programa Da Terra à Mesa, que financia organizações da sociedade civil que trabalham com a agricultura familiar para que elas organizem com assessoramento técnico e investimentos esse processo de transição agroecológica. As famílias recebem os maquinários, tecnologia e todo o processo de formação para passarem a produzir de maneira mais sustentável”, destacou.

Desde 2024, a iniciativa já investiu mais de R$ 195 milhões que beneficiaram quase 29 mil famílias em todos os estados, com forte participação de mulheres e jovens. Neste mês de maio, mais R$ 12,5 milhões foram anunciados para o fomento da transição agroecológica no Rio Grande do Norte.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Diego Campos / Secom-PR
Comentários:
Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

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