A parceria entre blocos cria a maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo áreas como investimento, compras públicas e propriedade intelectual. Elimina ou reduz gradualmente as tarifas para importação e exportação de diversos produtos.
Os dois blocos reúnem 718 milhões de pessoas e somam uma economia de 22,4 trilhões de dólares.
O acordo percorreu um longo caminho: aprovado pela Câmara dos Deputados em fevereiro, pelo Senado em março e, agora, concretizado após mais de 27 anos de negociações.
Mas o que muda para você e para o Brasil?
🔹 Impostos de importação vão cair aos poucos: 91% dos produtos do Mercosul e 95% da UE serão beneficiados - o que quer dizer que os produtos negociados entre os blocos ficarão mais baratos;
🔹 Setores da indústria, como de máquinas e equipamentos, automóveis e aeronaves terão imposto zero;
🔹 Redução gradual de impostos também para produtos agrícolas, com carne, frango, arroz, açúcar e etanol;
🔹 Produtos de áreas com desmatamento ilegal ficam fora dos benefícios;
🔹 As regras de segurança dos alimentos importados pela Europa não mudam;
🔹 Fica mais fácil investir e oferecer serviços em bancos, telecomunicações, transporte e outros setores;
🔹 Empresas do Mercosul poderão concorrer em compras do governo na União Europeia;
🔹 Cerca de 350 produtos europeus com nome de origem, como queijos e vinhos, passam a ser protegidos no Mercosul;
🔹 Menos custos e burocracia para pequenos e médios exportadores dos dois blocos.
O governo estima que o acordo entrará em vigor em até 60 dias. Para valer 100%, os congressos de todos os países do Mercosul e da União Europeia precisam validar o acordo.

Folha de Florianópolis
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