Seu Portal de Notícias

Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 11 de Fevereiro 2026
Presidente da Assembleia da ONU defende multilateralismo e Carta da ONU em Davos

Mundo
71 Acessos

Presidente da Assembleia da ONU defende multilateralismo e Carta da ONU em Davos

Por Vibhu Mishra

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

De Davos, o presidente da Assembleia Geral da ONU alertou na quarta-feira que o mundo entrou em um momento de "tudo ou nada" para o multilateralismo, dizendo que a ordem baseada em regras só pode sobreviver se os Estados disserem a verdade e agirem quando for difícil. Ela defendeu uma aliança inter-regional para combater a crescente ilegalidade, desinformação e política baseada no poder.

Falando na sessão Quem Confia Agora? no Fórum Econômico Mundial, Annalena Baerbock alertou que as instituições multilaterais – há muito vistas como intermediárias da confiança global – estão sob uma pressão sem precedentes, à medida que os conflitos se multiplicam e o respeito pelo direito internacional se deteriora.

"Quem confia em quem corre?" ela perguntou. "Em tempos comuns, haveria uma resposta simples: instituições multilaterais como as Nações Unidas." Mas, ela acrescentou, estes "não são tempos comuns".

Publicidade

Leia Também:

A Sra. Baerbock disse que o mundo enfrenta mais conflitos do que em qualquer outro momento da história recente. Desde o início de 2026, disse ela, as divisões se aprofundaram ainda mais, deixando alguns Estados-Membros hesitantes em agir quando as circunstâncias exigem condenação fundamentada.

"Vozes que antes se manifestavam em apoio aos três pilares da Carta das Nações Unidas – paz e segurança, desenvolvimento sustentável e direitos humanos – ficam cada vez mais silenciosas diante de sua erosão", disse ela.

"A ONU não está apenas sob pressão, mas sob ataque aberto."

Fatos e verdades não passam para negociação

Baerbock enfatizou que a confiança não pode existir sem verdade e fatos compartilhados – fundamentos que, segundo ela, estão cada vez mais minados por desinformação deliberada.

"Sem fatos, você não pode ter verdade. Sem a verdade, não dá para confiar", disse ela, citando a laureada com o Prêmio Nobel da Paz Maria Ressa.

Ela alertou que falsidades raramente são acidentais, mas frequentemente usadas para "usar a desinformação e a desinformação como arma", enquanto o silêncio diplomático diante de falsidades óbvias só aprofunda a desconfiança.

"Não negociamos verdades e fatos", disse a Sra. Baerbock. "Usamos eles para negociar, para negociar confiança."

Ela destacou os riscos apresentados pela inteligência artificial, observando que, embora a IA ofereça enormes benefícios, ela também está sendo usada para borrar a linha entre verdade e mentira. Deepfakes, disse ela, estão "atacando sistematicamente as mulheres", citando dados que mostram que a esmagadora maioria desse tipo de conteúdo é pornográfica e tem como alvo as mulheres.

Carta da ONU – 'seguro de vida do mundo'

A Sra. Baerbock também destacou que a confiança é impossível sem regras comuns, argumentando que o respeito ao direito internacional não é idealismo ingênuo, mas uma questão de interesse próprio esclarecido.

"A confiança se constrói sobre regras", disse ela, comparando o sistema global a esportes competitivos ou mercados onde previsibilidade e justiça são essenciais. "Por que você colocaria seu dinheiro em um negócio se as regras da competição são totalmente imprevisíveis?"

Relembrando a fundação das Nações Unidas há 80 anos, ela disse que os líderes da época escolheram a cooperação após testemunharem as consequências catastróficas de uma ordem internacional sem lei.

A Carta da ONU, acrescentou, continua sendo "o seguro de vida comum do mundo", assim como uma ordem econômica baseada em regras sustenta os negócios e investimentos globais.

Um apelo por uma ampla aliança

O Presidente da Assembleia Geral concluiu pedindo uma ampla aliança – que abrange governos, empresas e regiões – para defender a ordem internacional e defender princípios compartilhados, mesmo quando isso é politicamente ou economicamente custoso.

"A confiança é negociada por aqueles que sustentam as regras e princípios comuns, mesmo quando é difícil", disse ela. "Por aqueles que agem quando é necessária... e por aqueles que falam a verdade, quando o silêncio ou a distorção seriam mais fáceis."

O desafio agora, enfatizou a Sra. Baerbock, é se os líderes de hoje podem agir com a mesma coragem e convicção que aqueles que construíram o sistema internacional do pós-guerra.

"Os fundadores das Nações Unidas entenderam que, por terem visto o que a alternativa significaria, em um mundo onde o poder faz a justiça, só pode haver um resultado: caos e guerra."

FONTE/CRÉDITOS: Un News
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Annalena  Baerbock, presidente da Assembleia Geral da ONU,   discursa em uma sessão sobre Quem Confia Agora? no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça.
Comentários:
Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

Saiba Mais

/Dê sua opinião

De onde você acessa o Portal Folha de Florianópolis? (Where do you access the Folha de Florianópolis Portal from?)

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Folha de Florianópolis no seu app favorito de mensagens.

Whatsapp
Entrar
Folha de Florianópolis ( sua empresa aqui)
Aplicativo do Portal Folha de Florianópolis

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Folha de Florianópolis
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR