Dados divulgados em outubro revelam que Santa Catarina é o estado mais seguro para se viver. As informações são do Anuário 2026 Cidades Mais Seguras©, iniciativa da MySide que compila dados do IBGE e do Ministério da Saúde para determinar o índice de assassinatos intencionais por município brasileiro.
No estado, a taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes é de 7,7, quase três vezes menor que a média nacional, que possui taxa de 21,5.
Santa Catarina lidera o ranking com folga. Em segundo lugar aparece São Paulo, com taxa de 10,4, seguido pelo vizinho Rio Grande do Sul (11,5) e pelo Distrito Federal (12,4). O Paraná, que completa a região, ocupa a 7ª posição, com 17,0. Com os três estados entre os sete mais seguros do país, o Sul é a região mais segura do Brasil, com taxa de 12,6. Na outra ponta, o Amapá, último colocado, registra 44,7 homicídios a cada 100 mil habitantes, quase seis vezes mais que Santa Catarina.
Florianópolis e Blumenau reforçam o resultado catarinense
O desempenho catarinense se repete nas cidades. Florianópolis é a capital mais segura do Brasil, com taxa de 11,5, à frente de São Paulo (12,3) e Brasília (12,4). Blumenau é a terceira cidade mais segura do país entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, com taxa de 2,4, atrás apenas de São Caetano do Sul (SP), com 1,9, e Salto (SP), com 2,2. Blumenau também lidera o ranking estadual e o de cidades entre 200 mil e 500 mil habitantes.
Ao todo, cinco municípios catarinenses estão entre os 30 mais seguros do país: Blumenau (3º), Jaraguá do Sul (4º, com 2,5), Joinville (20º, com 5,4), Brusque (22º, com 5,8) e Palhoça (27º, com 5,9).
A liderança não é novidade. Santa Catarina ocupa o 1º lugar entre os estados em todas as edições do levantamento da MySide: teve taxa de 8,6 no Anuário 2023 (dados de 2022), 9,2 no Anuário 2024 e 8,6 no Anuário 2025. A taxa de 7,7 registrada agora é a menor do estado na série. Florianópolis é a capital mais segura do país pela quarta vez consecutiva, desde o Anuário 2023. Já Blumenau vem subindo: foi a 5ª entre as cidades de 200 mil a 500 mil habitantes no Anuário 2023 (6,7), ficou em 12º no ranking geral do Brasil nos anuários de 2024 (4,0) e 2025 (5,0) e agora chega ao pódio nacional.
Os dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC) apontam na mesma direção. Em 2025, Santa Catarina registrou 429 homicídios, queda de 16,4% em relação a 2024 e o melhor resultado da série histórica do órgão, iniciada em 2008. Os roubos também recuaram 17,6% no período, para 4.888 ocorrências.
Confira o gráfico dos estados mais seguros:
Metodologia da pesquisa
O Anuário 2026 Cidades Mais Seguras do Brasil© é fundamentado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde.
O principal indicador utilizado para classificar as cidades foi a quantidade de assassinatos por 100 mil habitantes. Esse indicador é amplamente reconhecido como uma medida sólida e universal de segurança pública.
Organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), utilizam essa taxa em seus relatórios, considerando-a fundamental para comparações regionais e temporais.
A utilização desse indicador permite ajustar os números absolutos de homicídios pelo tamanho da população, facilitando análises comparativas e a formulação de políticas públicas eficazes.
Para calcular o índice, foram analisados os dados de todos os óbitos registrados no Brasil em 2025, cerca de 1,5 milhão, segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade da SVSA.
A SVSA consolida os dados por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), estabelecido em 1979. No SIM, são inseridos os detalhes de todos os atestados de óbito no Brasil, sendo as informações de responsabilidade do médico que emite o laudo. Após o preenchimento, o documento é encaminhado para os Cartórios de Registro Civil.
As Secretarias Estaduais de Saúde são encarregadas de coletar essas informações junto aos estabelecimentos de saúde e cartórios, enviando posteriormente para o Ministério da Saúde via SIM.
Optamos por utilizar os dados do Ministério da Saúde como base para o número de assassinatos por ser uma fonte que segue critérios uniformes em todos os estados, garantindo a consistência metodológica necessária para comparações confiáveis.

Folha de Florianópolis
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