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Sexta-feira, 16 de Janeiro 2026
Valorização do salário mínimo e isenção do IR injetarão R$ 110 bi na economia em 2026, afirma Luiz Marinho

Entrevista
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Valorização do salário mínimo e isenção do IR injetarão R$ 110 bi na economia em 2026, afirma Luiz Marinho

Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, titular da pasta do Trabalho e Emprego analisou os impactos das duas medidas. Segundo ele, sem as políticas de valorização do salário mínimo implantadas desde o primeiro governo do presidente Lula, valor hoje seria a metade do atual

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Primeiro entrevistado do programa Bom Dia, Ministro de 2026, o titular do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou nesta quarta-feira (7/1) a política de valorização do salário mínimo adotada a partir de 2023 pelo Governo do Brasil.

Desde 1º de janeiro deste ano, vigora no país o novo valor do salário mínimo, que passou de R$ 1.518 em 2025 para R$ 1.621 em 2026, um reajuste de 6,7%. “O salário mínimo é uma questão muito importante. Só o salário mínimo injetará na economia brasileira mais de R$ 80 bilhões no ano”, destacou o ministro.

O salário mínimo é uma questão muito importante. Só o salário mínimo injetará na economia brasileira mais de R$ 80 bilhões no ano”

Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego

Luiz Marinho foi categórico ao frisar que, sem as políticas de valorização do salário mínimo adotadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde seu primeiro mandato, o valor hoje seria a metade do que vale em 2026. Os reajustes anuais adotados nesta gestão levam em conta a inflação dos 12 meses anteriores, mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano anterior ao vigente.

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“Se olharmos lá em 2003, no primeiro mandato do presidente Lula, até então tinha uma dinâmica de correção dos salários mínimos que era simplesmente pela inflação com eventuais arredondamentos. Não fosse a política de valorização criada pelo presidente Lula lá no seu primeiro mandato, seguido no segundo, seguido pela presidenta Dilma [Rousseff], e interrompida em 2017 até o final de 2022, o salário mínimo valeria hoje a ordem de R$ 823, metade do que vale o salário mínimo hoje. Portanto, é uma política de valorização muito eficiente. É o dobro do que seria se não houvesse o governo do presidente Lula. A renda dos trabalhadores tem crescido durante os nossos governos”, revelou Luiz Marinho.

ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA – Para 10 milhões de brasileiros, o reajuste do salário mínimo vem acompanhado de outra medida importante que permitirá um aumento no salário: a isenção do Imposto de Renda para aqueles que recebem até R$ 5 mil. Além disso, aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais terão descontos menores do que os praticados em 2025. Segundo estimativas do Governo do Brasil, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas.

Para Marinho, esses dois fatores somados permitem projetar que 2026 será mais um ano positivo para o país. “Quando me perguntam o que eu acho da economia para este ano, acho que vai ser de novo um bom ano, porque nós começamos em janeiro com o crescimento da renda, especialmente dos menores salários”, disse o ministro. “Você tem o salário mínimo e tem a isenção do Imposto de Renda. A soma dos dois injetará no ano R$ 110 bilhões na economia brasileira. Portanto, acredito que será bom de novo para a economia e para o emprego”.

CONTRACHEQUE – Os impactos da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução da carga tributária para aqueles com salários entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais serão percebidos nos salários de janeiro que serão pagos aos trabalhadores em fevereiro.

Luiz Marinho destaca que, principalmente para os que ganham até R$ 5 mil, os efeitos serão sentidos como um aumento real de salário. “Você pega o holerite (contracheque) de janeiro e compara com o holerite de dezembro ou de novembro. Você vai ter uma surpresa, como se fosse um grande aumento de salário real. Vai sobrar dinheiro para você investir nas suas necessidades, fazer uma poupança para fazer uma viagem, para investir na educação ou para investir na troca do seu veículo, da sua geladeira ou do seu freezer, fazendo a economia girar”, destacou.

“Não é uma bolha, é um crescimento consistente”, diz Luiz Marinho, sobre os 5 milhões de empregos formais gerados a partir de 2023

Em entrevista ao Bom Dia, Ministro nesta quarta (7/1), responsável pela pasta do Trabalho e Emprego ressalta o crescimento na geração de empregos formais e ressalta temas como a qualificação de profissionais no Brasil e os esforços para acabar com a escala 6x1
“Não é uma bolha, é um crescimento consistente”, diz Luiz Marinho, sobre os 5 milhões de empregos formais gerados a partir de 2023

Para Marinho, êxito na geração de emprego formal vem acompanhado do reajuste do salário mínimo e da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

Em novembro de 2026, o Brasil superou a marca de 5 milhões de empregos formais gerados no país desde janeiro de 2023. Com isso, a nação chegou a 49,09 milhões de vínculos formais ativos, o maior registrado na série histórica do Novo Caged. Soma-se a isso, um índice de 5,2% de desemprego, mais baixo patamar da série histórica no Brasil.

Entrevistado nesta quarta-feira (7/1) no programa Bom Dia, Ministro, o titular da pasta do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou o atual momento do país no que diz respeito à geração de empregos formais. “É um crescimento do emprego em todo o país e em todos os estados brasileiros, em todos os segmentos da economia. Não é uma bolha aqui e acolá. É um crescimento consistente”, afirmou.

É um crescimento do emprego em todo o país e em todos os estados brasileiros, em todos os segmentos da economia. Não é uma bolha aqui e acolá. É um crescimento consistente”

Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego

Os números exitosos na geração de emprego formal vêm acompanhados de duas medidas importantes que terão impacto direto na renda de milhões de trabalhadores brasileiros em 2026: o reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com descontos menores para aqueles com salários entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais.

Desde 1º de janeiro vigora no país o novo valor do salário mínimo, que passou de R$ 1.518 em 2025 para R$ 1.621 este ano, um aumento de 6,7%. Os reajustes anuais adotados nesta gestão levam em conta a inflação dos 12 meses anteriores, mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano anterior ao vigente.

Para o ministro, o PIB deve voltar a crescer este ano, o que, levando-se em conta os crescimentos do PIB nos últimos anos, deverá garantir um novo aumento real do salário mínimo em 2027. “Este ano de novo vai crescer a economia, crescer o PIB brasileiro, e crescendo o PIB per capita seguramente também crescerá o salário mínimo de novo, olhando para 2027. Nós estamos bastante otimistas com a economia brasileira e seguramente o Brasil está no rumo certo”, projetou Luiz Marinho.

ESCALA 6X1 – Outro ponto abordado na entrevista foi a discussão em curso em torno do fim da jornada de trabalho 6x1, sem redução de salário. “A 6x1 é uma prioridade do governo e é uma prioridade para os trabalhadores, especialmente a juventude brasileira, que vem rechaçando esse formato. A jornada 6x1 é a mais cruel em todo o território global, onde ela está ainda em prática, em especial para as mulheres. Então, temos que pensar na redução da jornada máxima do país”, frisou o ministro.

Segundo o ministro, o fim da jornada 6x1 precisa ser discutido levando-se em conta a necessidade de proporcionar melhores condições aos trabalhadores. “É uma coisa importante para a gente refletir e dar uma mensagem para todos os empresários brasileiros, especialmente da área do comércio, de serviço, da indústria, que pensar na redução da jornada de trabalho é também pensar na harmonização do ambiente de trabalho, em como você tem um ambiente saudável no trabalho que possa garantir aos trabalhadores e trabalhadoras melhores condições de saúde, saúde mental, como cuidar da família, como cuidar dos afazeres da família. Se você tem tranquilidade em casa, você vai levar essa tranquilidade para o ambiente do trabalho”, defendeu o ministro.

QUALIFICAÇÃO – Luiz Marinho destacou ainda a necessidade de qualificar o trabalhador brasileiro e destacou que o Ministério do Trabalho e Emprego vem atuando nesse sentido, com especial atenção aos mais jovens. “A gente tem trabalhado vários programas e tenho provocado prefeitos e prefeitas, governadores e governadoras, para ajudar nessa tarefa de qualificar, incluindo o Sistema S, incluindo todo mundo que trabalha com o processo de qualificação. O ministério tem um programa de qualificação digital, em parceria com a Microsoft, para milhões de pessoas”, lembrou. “Os jovens sabem o Instagram, sabem o TikTok, sabem essas ferramentas de comunicação aleatória. Mas quando precisa baixar um arquivo, quando precisa anexar um arquivo, ele não sabe fazer. Nós precisamos de um processo de qualificação, de capacitação na área digital, como foi no passado”, continuou o ministro.

PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR — Outro ponto abordado foi a modernização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). As novas regras beneficiarão diretamente mais de 22 milhões de trabalhadores que terão mais liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões em estabelecimentos. “Nós pensamos a restauração desse programa, ouvindo as queixas, especialmente dos pequenos restaurantes, dos pequenos mercados. Muitos restaurantes e muitos supermercados saindo do programa, dado o tamanho do repasse que o intermediário ficava. Entra agora em vigor, agora em fevereiro, a taxa máxima permitida. Tinha situação de taxa acima de 10% ao mês. Vai ter uma redução para no máximo 3,6%, envolvendo a tarifa de intercâmbio, que tem que ser no máximo de 2%. Isso seguramente vai levar a ampliar a quantidade de restaurantes, de mercados, de vilas, que possam aderir ao programa”, explicou Luiz Marinho.

SEGURO DEFESO – A nova gestão do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (SDPA), conhecido como Seguro Defeso, também foi discutida no programa nesta quarta-feira. “O Ministério do Trabalho assumiu, de novembro (de 2025) para cá, a análise, além de ser a fonte pagadora. Nós vamos também fazer análise da condição real de pescador artesanal. Nossa tarefa é garantir a todos os pescadores, pescadores artesanais reais, que eles tenham assegurado o seu direito. Se você comprovou, de fato, que tem o seu barco, que você sobrevive exclusivamente da pesca, você vai ter assegurado o seu seguro-defeso. Agora, o comerciante, o que tem outra atividade, pescador eventual, esse não tem direito, a lei não lhe garante”.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Luiz Marinho frisou que sem as políticas de valorização do salário mínimo adotadas pelo presidente Lula desde seu primeiro mandato, o valor hoje seria a metade do que vale em 2026. Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR
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