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Quinta-feira, 16 de Abril 2026
Veículos de emergência e civis reúnem-se em uma rua de Beirute em meio à fumaça e a edifícios danificados após ataques aéreos.

Mundo
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Veículos de emergência e civis reúnem-se em uma rua de Beirute em meio à fumaça e a edifícios danificados após ataques aéreos.

ONU alerta sobre escalada do desespero após nova onda de ataques ao Líbano 

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Bombas caíram sobre 60 pontos da capital e arredores; sistema de saúde está no limite; comunidade humanitária diz que mundo assiste não apenas à destruição de cidades, mas ao colapso da saúde mental de milhares de famílias em fuga.

O secretário-geral, António Guterres, condenou com veemência a nova onda de ataques maciços realizados por Israel em todo o território libanês. 

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A ofensiva, que atingiu mais de 60 localidades na capital, Beirute, e seus arredores, deixou um rastro de centenas de vítimas civis e infraestruturas destruídas. Foram 254 mortos e 1.155 feridos somente nesta quarta-feira, segundo a ONU.

Respeito imediato ao direito internacional

Guterres quer que todas as partes envolvidas interrompam imediatamente os confrontos retornando à via diplomática como único meio para evitar uma catástrofe humanitária e econômica de proporções inéditas.

Em nota, o líder da ONU classificou o número de vítimas como “inaceitável” e exigiu o respeito imediato ao direito internacional para a proteção da população civil.

Guterres lembra que a violência é um risco para o cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos e pelo Irã. O secretário-geral exige ainda a implementação plena da Resolução 1701 do Conselho de Segurança.

Estima-se que mais de 1,1 milhão de libaneses já foram deslocados de suas casas por causa da violência. Os ataques contínuos a instalações e equipes de primeiros socorros empurram o sistema de saúde do país para o limite.

Uma cena de devastação em Beirute após ataques aéreos, mostrando edifícios desmoronados, fumaça subindo dos escombros e pessoal de emergência avaliando os danos.

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© Acnur/Houssam Hariri Um bairro de Beirute está em ruínas após ataques durante a noite.

Saúde no Limite e trauma invisível 

As mulheres e meninas sofrem impactos desproporcionais, enfrentando uma crise aguda de saúde mental em abrigos superlotados.

No terreno, o cenário descrito pela Organização Mundial da Saúde, OMS, é desafiador. Segundo o representante no Líbano, Abdinasir Abubakar, os hospitais enfrentam uma pressão severa. 

A dificuldade de acesso à ajuda humanitária e os ataques diretos a profissionais de saúde levantam sérias dúvidas sobre a capacidade do país de continuar prestando assistência médica básica.

A tragédia também carrega um forte desequilíbrio de gênero. A Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, e o Fundo da População das Nações Unidas, Unfpa, alertam que mulheres e meninas estão pagando o preço mais alto pela destruição. 

Grave crise de saúde mental

Representando uma grande parcela dos deslocados, elas enfrentam superlotação em abrigos e assentamentos informais, enquanto cuidam de crianças e idosos. Essa carga, aliada ao medo constante, desencadeou uma grave crise de saúde mental e sofrimento psicológico.

Para mitigar a situação, a Agência da ONU para Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, trabalha fornecendo apoio diário vital desde alimentos até serviços psicossociais. Os beneficiários em abrigos de emergência são quase 1,9 mil residentes.

Os impactos do conflito já ultrapassam as fronteiras libanesas, segundo o diretor executivo do Escritório da ONU para Projetos, Unops. Jorge Moreira da Silva alertou que a guerra no Oriente Médio está desestabilizando cadeias de suprimentos e operações humanitárias globais, punindo severamente os países em desenvolvimento.

Para conter a sangria econômica, uma força-tarefa da ONU foi criada para monitorar os desafios no vital Estreito de Ormuz. 

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© Acnur/Houssam Hariri Pertences pessoais espalham-se pelas ruas de Beirute após ataques com mísseis.

Frente diplomática

Na frente diplomática, no Irã está o enviado especial do secretário-geral, Jean Arnault, conduzindo reuniões nesta quinta-feira.

Ele falou de diálogos com a secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, focados em garantir a liberdade de navegação e a evacuação segura de marinheiros na região de Ormuz.

No mundo árabe, um painel ministerial debateu ações coordenadas para proteger as cadeias de segurança alimentar e integrar a ajuda humanitária com o desenvolvimento econômico diante da crescente pressão na região. 

A Comissão Econômica e Social da ONU para a Ásia Ocidental, Escwa, enfatizou ainda a necessidade de uma ação regional coordenada.

FONTE/CRÉDITOS: Un News
Comentários:
Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

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