O caos político contemporâneo não é fruto do acaso. Ele é produzido por escolhas ideológicas deliberadas e sustentado por projetos de poder que atuam simultaneamente no interior das democracias e no plano internacional. Nesse cenário, a esquerda consolidou-se como o principal vetor de desestabilização sistêmica, corroendo sociedades livres por dentro enquanto oferece respaldo político, moral e diplomático a regimes autoritários e movimentos radicalizados no exterior.
No plano interno, a esquerda atua como vetor de fragmentação da coesão social. Parte de uma concepção distorcida do ser humano, tratado como incapaz de conduzir a própria vida sem tutela estatal. O Estado deixa de ser instrumento limitado pela lei e passa a assumir o papel de provedor absoluto, responsável por suprir demandas ilimitadas, muitas vezes subjetivas. Essa lógica inviabiliza a responsabilidade individual, rompe o equilíbrio institucional e enfraquece os fundamentos morais das democracias.
Para sustentar esse modelo, a esquerda substitui soluções por narrativas. Cria ideologias identitárias, impõe consensos artificiais e transforma o dissenso em desvio moral. O cidadão comum passa a ser constrangido a aceitar situações incompatíveis com a ordem jurídica, social e cultural sob ameaça de censura, perseguição pública ou exclusão institucional. O resultado não é justiça social, mas fragmentação, radicalização e conflito permanente.
Essa intolerância é estrutural. Embora proclame pluralidade, a esquerda não convive com a oposição real. Suas pautas são impostas por coerção simbólica, aparelhamento do Estado e intimidação institucional. Quando necessário, recorre à violência direta ou à legitimação tácita dela. O efeito é a corrosão gradual das democracias, submetidas a instabilidade jurídica, insegurança política e perda de autoridade institucional.
Nesse contexto insere-se a política migratória promovida e defendida pela esquerda no mundo ocidental. Sob o pretexto humanitário, incentiva fluxos migratórios massivos, desordenados e culturalmente incompatíveis, em especial oriundos de regiões dominadas pelo islamismo político. Não se trata de imigração regulada e integrada, mas de um deslocamento populacional instrumentalizado politicamente. As consequências são visíveis: aumento da insegurança, formação de comunidades paralelas, choque de valores, pressão sobre serviços públicos e erosão da identidade cultural das nações receptoras.
A esquerda ignora deliberadamente que o islamismo político é uma ideologia totalitária, incompatível com o Estado laico, a liberdade de expressão, a igualdade jurídica e os direitos individuais. Ao proteger esse fenômeno por conveniência ideológica, compromete a soberania, a segurança e a coesão social das sociedades livres.
Paralelamente, a família é sistematicamente atacada. Deixa de ser reconhecida como núcleo civilizacional e passa a ser tratada como obstáculo à engenharia social. Instala-se uma cultura de ressentimento, na qual se exigem reparações de indivíduos que não causaram danos e se concedem privilégios jurídicos e simbólicos a grupos autodefinidos como moralmente superiores. A igualdade perante a lei é substituída por hierarquias ideológicas arbitrárias.
No plano externo, a contradição torna-se ainda mais evidente. Historicamente, a esquerda sustentou e legitimou regimes explicitamente socialistas e revolucionários, como a União Soviética, responsável por repressão sistemática, campos de trabalho forçado, censura e milhões de mortes. No presente, continua a apoiar ou relativizar ditaduras de matriz socialista ou autoritária, como Cuba, Venezuela, Nicarágua, Coreia do Norte e o regime comunista chinês, marcado por vigilância total, repressão política e perseguição a minorias.
Embora a Rússia atual não seja um Estado de esquerda em sentido ideológico, trata-se de um regime autoritário, centralizado e personalista que recebe apoio político e retórico de amplos setores da esquerda internacional. Esse apoio não decorre de afinidade doutrinária, mas da oposição do regime russo ao Ocidente liberal. Em nome desse antagonismo, a esquerda relativiza censura, repressão interna, perseguição política e expansionismo militar, repetindo o mesmo padrão histórico de complacência com o autoritarismo.
O mesmo ocorre com o regime iraniano, uma teocracia islâmica que oprime mulheres, elimina dissidentes e exporta instabilidade regional. Crimes são minimizados, atrocidades são silenciadas e a violência é justificada sob o argumento de resistência ao capitalismo ou ao imperialismo ocidental.
No Brasil, esse padrão manifesta-se de forma concreta no governo do Partido dos Trabalhadores, atualmente em seu terceiro mandato sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. O governo Lula III insere o país na mesma lógica de alinhamento ideológico que marca a atuação internacional da esquerda, aproximando-se de ditaduras, relativizando regimes autoritários e oferecendo legitimidade política a governos e movimentos que desprezam a democracia, os direitos individuais e o Estado de Direito. No plano interno, observa-se a tentativa sistemática de enfraquecer o devido processo legal, reinterpretar garantias constitucionais conforme conveniências políticas e cooptar instituições públicas, especialmente aquelas responsáveis por controle, fiscalização e contenção do poder.
Esse movimento compromete a segurança jurídica, desorganiza a economia, afasta investimentos e mina a confiança da sociedade nas regras do jogo democrático. Ao tolerar ou minimizar a expansão do crime organizado, ao interferir no funcionamento regular das instituições e ao tratar a lei como instrumento de projeto político, o governo aprofunda a instabilidade social e institucional do país. Não se trata de governança, mas de continuidade de um projeto de poder que subordina o Estado aos interesses do grupo político que o ocupa.
Há nesse comportamento um erro estratégico elementar. As forças que a esquerda sustenta no exterior e reproduz internamente não compartilham valores democráticos nem reconhecem limites morais. São estruturas de poder que desprezam a liberdade individual, rejeitam o pluralismo e utilizam a coerção como método político legítimo. Ao fortalecê-las, a esquerda contribui para a expansão de modelos autoritários que inevitavelmente pressionam e ameaçam as próprias sociedades livres.
A esquerda consolidou-se, assim, como um espectro maligno que ronda o mundo. Internamente, promove o caos ao fragmentar sociedades, corroer valores e enfraquecer instituições. Externamente, legitima a barbárie ao sustentar regimes tirânicos, ideologias totalitárias e movimentos radicalizados. Não se trata de erro pontual nem de desvio ocasional. Trata-se de um padrão histórico recorrente. Onde a esquerda avança sem limites, a liberdade recua, a ordem se dissolve e o poder se concentra, sempre em nome de causas que jamais se realizam.
Diante desse quadro, impõe-se uma reflexão que muitos evitam por conveniência ou covardia intelectual. Se uma corrente política demonstra, de forma reiterada e sistemática, desprezo pelo Estado de Direito, apoio explícito ou velado a regimes tirânicos, tolerância com o crime organizado, corrosão do devido processo legal e atuação contínua para desestabilizar instituições, então o problema deixa de ser meramente ideológico e passa a ser institucional.
No caso brasileiro, a esquerda ultrapassou há muito tempo os limites da disputa democrática legítima. Ao alinhar-se a ditaduras, relativizar o terrorismo, comprometer a integridade das instituições, interferir nos mecanismos de controle do poder e negligenciar deliberadamente a proteção das fronteiras nacionais, transforma-se em vetor permanente de insegurança jurídica, social e econômica. Não apresenta projeto real de soberania, de desenvolvimento sustentável ou de preservação da ordem institucional. Apresenta apenas um projeto de poder.
Sob essa perspectiva, a discussão sobre a proibição da atuação política da esquerda no Brasil deixa de ser tabu e passa a ser uma hipótese defensiva do próprio regime constitucional. Democracias não são obrigadas a tolerar forças que trabalham conscientemente para destruí-las por dentro. O princípio da liberdade política não pode ser utilizado como escudo para projetos que operam contra a lei, contra a soberania nacional e contra a segurança da sociedade.
A experiência histórica demonstra que movimentos políticos comprometidos com a corrupção estrutural, com o aparelhamento do Estado e com alianças criminosas não se reformam por meio de concessões. São contidos apenas quando encontram limites claros e intransponíveis. A permissividade institucional diante da esquerda brasileira não produziu inclusão, justiça ou prosperidade. Produziu escândalos sistêmicos de corrupção, degradação econômica, expansão do crime organizado e enfraquecimento deliberado das garantias legais.
Proibir a atuação política de forças que apoiam regimes tirânicos, legitimam o caos institucional e flertam com estruturas criminosas não é autoritarismo. É autodefesa do Estado. É a afirmação de que a democracia não é um instrumento suicida, nem um espaço aberto para aqueles que a utilizam apenas enquanto lhes é conveniente.
Enquanto a esquerda continuar a operar como agente de corrosão institucional, sabotagem econômica e alinhamento com forças antidemocráticas, qualquer projeto sério de reconstrução nacional permanecerá inviável. A preservação da liberdade exige, paradoxalmente, a exclusão daqueles que trabalham sistematicamente para destruí-la.
Folha de Florianópolis
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