Parem de romantizar o discurso da esquerda. Esqueçam o discurso bonito: justiça social, redistribuição, fim da desigualdade. Na prática, a verdade sempre aparece. Olhem para os fatos. A esquerda só quer poder e dinheiro. A mentira e a manipulação são armas amplamente utilizadas pela esquerda para iludir as massas. Fazem as pessoas discutirem o que não faz diferença nenhuma, para que elas nunca percebam o que realmente está acontecendo.
Toda vez que a esquerda assume o poder, o Estado incha. Mais impostos, mais gastos, mais estatais, mais cargos para distribuir. E o discurso de "combater a desigualdade" vira desculpa para criar uma máquina que só serve para alimentar quem já está lá dentro: cargos para os aliados, contratos para as empresas certas, verba para financiar a própria permanência no poder.
E aqui está o ponto que mais incomoda: não é só corrupção, é hipocrisia. No Brasil a corrupção faz parte do sistema. A diferença é que a esquerda tupiniquim construiu sua identidade política em cima da bandeira da moralidade pública, da transparência, da honestidade e preocupação com o povo. Foi a bandeira que ergueram contra os adversários por décadas. E é exatamente contra essa bandeira que eles atentam toda vez que chegam ao poder. Não é um partido qualquer falhando em cumprir uma promessa qualquer. São partidos que fizeram da ética seu principal capital político sendo flagrado, repetidamente, violando o próprio discurso.
O histórico é longo. Em 2005, o Mensalão revelou que o PT pagava mesadas a parlamentares da base aliada para garantir apoio no Congresso, o que levou José Dirceu e outros nomes do primeiro escalão à cadeia. Depois veio o Petrolão, exposto pela Lava Jato: superfaturamento em contratos da Petrobras, com propina distribuída entre dirigentes da estatal e políticos, incluindo o próprio Lula, condenado por receber vantagens em imóveis. Mais recentemente, o escândalo do INSS revelou descontos indevidos nos benefícios de milhões de aposentados, autorizados a associações que repassavam comissões a servidores e políticos, sob os olhos do próprio governo. E agora o caso do Banco Master, com investigações apontando pagamentos milionários a ex-ministros e aliados de Lula, incluindo um senador do PT, líder do governo no Senado, suspeito de receber vantagens indevidas em troca de proteção ao banco. Décadas de diferença, mesmo padrão: usar a máquina pública para financiar a permanência do partido no poder.
É um ciclo perfeito: quanto mais Estado, mais dinheiro público circulando para distribuir entre os próprios. Quanto mais dinheiro circulando, mais poder para continuar no controle. Justiça social é o discurso. Poder e dinheiro é o objetivo.
E não é só teoria. Basta olhar o estilo de vida de quem defende esse discurso: viagem internacional, restaurante caro, roupa de grife, apartamento que salário de político não paga. Dependem da pobreza e da ignorância do povo para se manter no poder. Quem vive assim não está lutando pelo pobre, está lutando pela própria vida boa, usando o pobre como justificativa. Como Olavo de Carvalho costumava argumentar, lutar contra "corrupção" em abstrato é uma forma confortável de não enfrentar nada de concreto. O alvo real deveria ser os esquerdistas e o Foro de São Paulo.
Chega de cair nessa. Esquerda no poder não é sobre o povo. É sobre eles.
Folha de Florianópolis
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