“A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.”
Quanta verdade em tão poucas palavras, né não, Rubem Alves?
Porque a fala só se torna verdadeira quando nasce de uma longa e silenciosa escuta, quando cada palavra ganha sentido e cada silêncio, significado. É nesse espaço de atenção profunda que o amor realmente começa a florescer, transformando simples frases em laços invisíveis de afeto. E é justamente na ausência dessa escuta, no barulho das palavras vazias, que o amor se desfaz, se esvai... silenciosamente, até desaparecer por completo.
Amar é, antes de tudo, aprender a escutar com o coração aberto.
Escutar com interesse e atenção é muito mais do que um gesto educado; é uma ferramenta poderosa capaz de estreitar e fortalecer vínculos. A escuta ativa não é apenas a base para construir confiança, mas também um caminho para aliviar dores emocionais profundas. Quando alguém se sente verdadeiramente escutado, encontra clareza e forças para enfrentar seus desafios, despertando um potencial de mudança que pode facilitar seus passos no caminho da vida.
Essa prática simples, acessível a todos, cria espaços acolhedores nos quais familiares e amigos se tornam aliados essenciais no enfrentamento da dor. Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário ser especialista para ouvir com atenção – basta exercer humanidade. Estar atento ao outro, sem julgamentos ou pressa, é um ato de amor que gera impactos duradouros.
Mais que uma habilidade, a escuta ativa é um convite à empatia e à presença verdadeira a amparar quem necessita, presença capaz de fortalecer laços, promovendo cuidado genuíno e esperança.
Carl Rogers já dizia: escutar com empatia é refletir o que o outro sente, não só o que ele diz...
Então, vamos seguir esse conselho de um dos psicólogos mais influentes do século XX?
Rosangela Calza
Folha de Florianópolis
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