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Terça-feira, 19 de Maio 2026
Terras raras no Brasil: um potencial gigante a ser explorado

Coluna do Thiago
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Terras raras no Brasil: um potencial gigante a ser explorado

com planejamento e sustentabilidade

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Atualmente, as terras raras representam um elemento chave na transformação estrutural do mundo, impulsionada pela descarbonização, digitalização e inovação tecnológica. Esses 17 metais, incluindo o escândio e o ítrio, estão presentes em aplicações essenciais para a economia do século XXI, como turbinas eólicas, veículos elétricos, sistemas fotovoltaicos e dispositivos médicos de alta precisão. Entretanto, a maior parte da capacidade de refino e processamento dessas matérias-primas está concentrada na China, que detém mais de 85% do mercado global, o que coloca o país em posição hegemônica e vulnerabiliza cadeias produtivas ocidentais.

Embora o Brasil possua a segunda maior concentração de terras raras no mundo, com suas reservas distribuídas por diversos estados, como Minas Gerais, Goiás, Bahia e regiões amazônicas, o potencial ainda é pouco explorado, e o país se encontra marginal na cadeia de valor global.

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Para transformar esse potencial em vantagem competitiva, é fundamental desenvolver uma política industrial que envolva domínio tecnológico na separação, refino e agregação de valor, além de criar uma cadeia produtiva integrada no território nacional. Nesse contexto, é imprescindível estabelecer marcos regulatórios modernos e adotar práticas sustentáveis de mineração, garantindo a segurança ambiental e social.

Para inspirar esse processo, diversas experiências internacionais, como fundos estratégicos da China, Austrália, Estados Unidos e União Europeia, demonstram a importância de criar mecanismos de reserva e de estímulo à produção doméstica de minerais críticos. No Brasil, a proposta de um Fundo Mineral de Terras Raras (FMTR) visa fortalecer a soberania, incentivar a inovação tecnológica e promover a criação de uma cadeia de valor de alto impacto, que combine desde a exploração até a fabricação de componentes tecnológicos avançados. A estratégia busca garantir que o país deixe de ser apenas exportador de recursos brutos e passe a liderar em tecnologia e industrialização.

Regiões como Minas Gerais, Goiás, Bahia e a Amazônia apresentam, atualmente, um cenário promissor para o desenvolvimento dessas atividades. Estudos geológicos recentes indicam vastas reservas de minerais estratégicos, como monazita, bastnasita, nióbio e terras raras leves e pesadas, em complexos depositórios de alta potencialidade. A exploração sustentável, associada a tecnologias de baixo impacto ambiental, pode colocar o Brasil em uma posição de destaque na cadeia global de minerais críticos, fomentando a economia circular, inovação e inclusão social.

Contudo, esse processo exige mais do que simplesmente extrair recursos. É necessário criar uma estratégia de longo prazo que integre desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e ambiental, promovendo uma mineração responsável, rastreável e que gere valor agregado no território nacional. Com a implementação de políticas públicas consistentes, investimentos em P&D e uma governança transparente, o Brasil pode transformar suas riquezas minerais em uma vantagem geopolítica, fortalecendo sua soberania e contribuindo para uma economia sustentável de alta tecnologia.

Por fim, o Brasil possui todas as condições para se posicionar como protagonista na cadeia de minerais críticos, principalmente as terras raras. Para isso, é preciso evoluir de uma lógica de exploração de recursos brutos para uma estratégia de inovação, sustentabilidade e valor agregado. A adoção de um modelo de desenvolvimento responsável, baseado em tecnologia, inclusão social e conservação ambiental, será fundamental para que o país capitalize suas riquezas naturais, liderando a nova economia verde e digital mundial, com um legado de sustentabilidade e protagonismo estratégico.

 

FONTE/CRÉDITOS: BRASIL. Ministério da Economia (2022). Mapas de potencialidade de depósitos de terras...; FERREIRA, C. A. T. (2025). Terras Raras: O Brasil Sentado Sobre o Futuro; GARG, G.; RICARTE, P. Resources Policy; InvestNews. (2025).O Brasil tem as terras...
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Getty images
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Thiago Zschornack

Publicado por:

Thiago Zschornack

É pós-doutorando em Engenharia do Conhecimento, com pesquisa na área de open innovation (UFSC), PhD em Engenharia e Gestão do Conhecimento (UFSC). Possui Mestrado em Saúde e Meio Ambiente (Univille), MBA em Gestão e Transformação Digital (USP),...

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