Terminou nesta sexta-feira, 21, em Foz do Iguaçu, a III Jornada Regional do Programa de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (RESPAD). Com o encerramento, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul fecham um ciclo de três etapas iniciado em junho, no território gaúcho, e que passou por solo catarinense em julho. Em três meses, os Grupos de Resposta a Desastres catarinenses passaram pelo mesmo protocolo, ao lado de gaúchos e paranaenses, às vésperas do período de maior risco de enchentes na Região Sul.
Na etapa paranaense, o CBMSC mobilizou 24 militares, entre eles 20 operadores de cinco células do Grupo de Resposta a Desastres, das cidades de Curitibanos, Canoinhas, São Miguel do Oeste, Xanxerê e Jaraguá do Sul, além de 10 viaturas 4x4, embarcações motorizadas e não motorizadas e kits de busca e resgate em inundações e enxurradas (BRIE) e de salvamento em altura (SALT).
*O exercício no Paraná*
O simulado prático ocorreu na quinta-feira, 20, em cinco bases distribuídas por Foz do Iguaçu: resgate em corredeiras no Rio Iguaçu; salvamento vertical na sapata de um pilar da Ponte Internacional Tancredo Neves, com uma segunda ocorrência apresentada às equipes durante o atendimento; busca em águas rápidas no Rio Tamanduá, após o emborcamento de uma embarcação; salvamento aquático na Cachoeira da Usina; e uma operação noturna no Canal da Piracema, com vítimas ilhadas por elevação rápida do nível da água e um grupo de caiaquistas. Todo o exercício foi acompanhado por um posto de comando, que recebeu informações e imagens em tempo real, inclusive por drones, para gerenciamento dos recursos e apoio à tomada de decisão.
Nas três etapas, as corporações padronizaram equipamento, linguagem operacional e cadeia de comando. O ciclo foi construído em resposta ao aquecimento do Pacífico Equatorial previsto para o segundo semestre, tendo em vista que os centros internacionais de monitoramento já operam sob aviso de El Niño em fortalecimento, com alta probabilidade de evento intenso, cenário que historicamente eleva o volume de chuvas e o risco de enchentes no Sul.
"Nenhum estado do Sul enfrentará sozinho uma enchente de grandes proporções. O que construímos nesses três meses foi logística compartilhada: equipamento, linguagem e comando que funcionam para os três", destacou o subcomandante-geral, coronel Jefferson de Souza. "Esses simulados foram um complemento ao que já temos no dia a dia, mas agora com uma resposta conjunta, interestadual, tendo em vista o aquecimento do Pacífico Equatorial previsto para este segundo semestre. Estamos testando nossa resposta antes do pior, não depois", concluiu.
A III Jornada RESPAD Sul foi promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com organização do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, participação de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e apoio do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (LIGABOM).

Folha de Florianópolis
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