Seu Portal de Notícias

Aguarde, carregando...

Domingo, 19 de Abril 2026
Diagnóstico adequado e psicoterapia promovem desenvolvimento e autonomia de pessoas autistas 

Saúde
51 Acessos

Diagnóstico adequado e psicoterapia promovem desenvolvimento e autonomia de pessoas autistas 

Com acompanhamento correto, é possível desenvolver-se bem na educação e demais áreas de sociabilidades 

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O compartilhamento de informações sobre o transtorno do espectro autista (TEA) tem crescido e isso contribui em importantes processos de inclusão e diagnóstico. Isso significa também reforçar que quando diagnosticado precocemente, é possível realizar um acompanhamento e tratamento integral da pessoa, garantindo bem-estar e qualidade de vida da infância à fase adulta da vida. O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado anualmente foi em 02 de abril, é uma campanha aliada nesse processo, visando ampliar o acesso à informação segura e empática sobre o tema, sobretudo pensando o respeito e inclusão. 

 

A ação, e tantos outros movimentos que envolvem o TEA, se articula para garantir mais igualdade social e reforçar a importância do diagnóstico adequado, bem como o seu tratamento, que visa promover desenvolvimento, funcionalidade e autonomia. O médico psiquiatra, Victor Elmo Gomes, ressalta que diagnosticar não é rotular, mas sim reconhecer um modo de funcionamento do neurodesenvolvimento que tem implicações práticas para a vida da pessoa.

Publicidade

Leia Também:

“Quando esse reconhecimento acontece, conseguimos oferecer intervenções mais individualizadas, orientar melhor a família e reduzir sofrimento secundário, especialmente aquele relacionado à incompreensão, estigmatização e expectativas inadequadas em relação ao desenvolvimento e ao desempenho da pessoa”, pontua. 

 

O estudante do 4º período do curso de Medicina, Abson Josué Soares, é uma pessoa com TEA de suporte nível 1. Ele é exemplo de como o tratamento e ações integradas podem contribuir com o desenvolvimento social e educacional. O discente conta que escolheu sua graduação por vocação e compartilha que sua mãe e a amiga da família sempre estiverem acompanhando de perto seu aperfeiçoamento e tratamento, o que contribuiu de maneira positiva em sua vida. Na faculdade, pontua que sempre teve uma estrutura preparada para recebê-lo e um ciclo de professores e amigos inclusivos.

“As pessoas do meu convívio na faculdade são bem inclusivas e abertas ao novo. Todas se adaptaram muito bem e não tratam o autismo como um empecilho, mas como uma característica minha e que não define quem eu sou”, ressalta. 

 

Além das ações inclusivas, a identificação adequada continua sendo peça-chave nesse processo. Dr. Victor destaca que esse diagnóstico permite reorganizar a compreensão sobre a trajetória da pessoa, direcionar intervenções, facilitar adaptações ambientais e melhorar a qualidade do suporte oferecido pela família, pela escola e pelos serviços de saúde. “Do ponto de vista funcional, isso pode representar melhor desempenho acadêmico, mais estabilidade emocional, redução de sobrecarga, melhora nas relações interpessoais e ampliação da autonomia. Muitas pessoas com TEA conseguem, sim, estudar, trabalhar, se formar, estabelecer vínculos e ter uma rotina equilibrada”, afirma. 

 

Acompanhamento terapêutico do paciente e família é indispensável 

 

A psicoterapia para pessoas com TEA atua em áreas centrais do transtorno, a exemplo do desenvolvimento emocional e social, pois podem ter dificuldades em reconhecimento e expressão de emoções; interação social e comunicação. “Dessa forma, as intervenções psicológicas ajudam a desenvolver essas habilidades, favorecendo a adaptação social e a autonomia. O suporte psicológico contribui para manejo de ansiedade e frustração; redução de comportamentos agressivos ou de isolamento; e desenvolvimento de estratégias de autorregulação”, explica a coordenadora do curso de Psicologia do Unifacid Wyden, Karol Pessoa. 

 

Nesse processo, a família também é impactada, podendo apresentar sintomas emocionais como níveis elevados de estresse; ansiedade e depressão; sentimento de culpa, frustração e sobrecarga. “Outro ponto a ser citado é a sobrecarga do cuidado. O cuidado contínuo de uma pessoa com TEA pode alterar a rotina familiar, gerar sobrecarga física e emocional, impactar relações conjugais e sociais. Por isso, a necessidade de acolhimento e orientação mostra que o momento do diagnóstico é crítico emocionalmente e que o suporte profissional adequado melhora a adaptação da família e do paciente”, conclui a psicóloga Karol.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Divulgação
Comentários:
Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

Saiba Mais

/Dê sua opinião

De onde você acessa o Portal Folha de Florianópolis? (Where do you access the Folha de Florianópolis Portal from?)

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Folha de Florianópolis no seu app favorito de mensagens.

Whatsapp
Entrar
Aplicativo do Portal Folha de Florianópolis
Folha de Florianópolis (Sua empresa aqui)
Folha de Florianópolis ( sua empresa aqui)

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Folha de Florianópolis
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR