A pandemia de Covid-19 transformou a rotina da população e reforçou a importância de hábitos básicos de prevenção. Mesmo com o fim do período, muitos desses cuidados seguem sendo essenciais para reduzir a transmissão de doenças infecciosas e proteger a saúde coletiva.
De acordo com a enfermeira, Roberta Tavares, práticas incorporadas durante a pandemia devem continuar fazendo parte do cotidiano. Entre elas, destacam-se a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar), evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal e a atenção aos sintomas antes de frequentar ambientes coletivos. “Outro ponto importante é o reconhecimento de que pessoas com sintomas respiratórios devem evitar contato próximo com outras. Esses cuidados reduzem a transmissão não apenas de vírus respiratórios, mas também de diversas doenças infecciosas”, explica.
Segundo a especialista, embora tenha havido uma mudança significativa de comportamento durante o auge da pandemia, parte da população acabou relaxando alguns cuidados com a redução do risco imediato. Ainda assim, ela avalia que houve um avanço importante na conscientização sobre higiene e autocuidado.
O uso de máscaras, por exemplo, permanece recomendado em situações específicas. “Especialmente quando há sintomas respiratórios, em ambientes de saúde, durante surtos de doenças respiratórias ou em contato com pessoas com maior risco de complicações”, afirma. O item também pode ser um aliado em locais fechados e com pouca ventilação, sobretudo em períodos de maior circulação de vírus, como no inverno.
Entre os hábitos que continuam indispensáveis, a higienização das mãos segue como uma das medidas mais eficazes. Isso porque as mãos são um dos principais meios de transmissão de microrganismos, ao entrarem em contato com superfícies contaminadas e com mucosas como olhos, nariz e boca. “A lavagem com água e sabão ou o uso de álcool 70% contribui para reduzir o risco de infecções respiratórias, gastrointestinais e até hospitalares”, enfatiza a especialista.
Apesar dos avanços, ainda há desafios. Entre os principais descuidos observados estão a presença em ambientes coletivos mesmo apresentando sintomas, o uso incorreto de máscaras quando indicadas, a automedicação sem orientação profissional e a negligência com o calendário vacinal.
Para Roberta, a educação em saúde tem papel decisivo na mudança desse cenário. “Desenvolvem competências relacionadas à biossegurança, controle de infecções e promoção da saúde, tornando-se multiplicadores de informação qualificada”, destaca. Profissionais bem preparados, segundo ela, contribuem diretamente para a segurança dos pacientes e para a redução de riscos em diferentes contextos de atendimento.
A enfermeira, Roberta Tavares, ressalta que a pandemia deixou aprendizados importantes, como a valorização da ciência, da vacinação e da responsabilidade coletiva. Além disso, evidenciou a necessidade de fortalecer sistemas de vigilância epidemiológica e investir continuamente em educação em saúde. “Uma das principais lições foi a compreensão de que pequenas atitudes individuais têm grande impacto na saúde coletiva. Manter hábitos simples de prevenção contribui para proteger pessoas vulneráveis e diminuir a sobrecarga nos serviços de saúde”, conclui.

Folha de Florianópolis
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