Desde que foi totalmente liberada ao trânsito, em agosto do ano passado, a nova ponte da Lagoa estabeleceu uma nova dinâmica viária no leste da Capital. Projetada para ampliar o fluxo de água entre as duas parcelas da Lagoa da Conceição, trazer mais segurança ao substituir uma estrutura antiga, ampliar a capacidade de navegação, e a acessibilidade com novas áreas para pedestres e ciclistas, a obra também teve impacto na melhoria da fluidez de veículos na região.
Um levantamento da Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade, da Prefeitura de Florianópolis, com dados de geolocalização dos veículos do transporte coletivo, mostrou que os trajetos ficaram, em média, até 15% mais rápidos no sentido Rendeiras-Centro. Na ida, os motoristas gastavam 06:37 minutos para concluir o trecho. Com a nova estrutura viária, esse tempo caiu em 1 minuto, levando 05:37, em média, na configuração atual.
Já no sentido contrário, essa redução no tempo dos deslocamentos ficou perto dos 10%. Antes eram necessários 07:26 minutos para transitar em direção às praias. Agora, com menos de 7 minutos o veículo conclui a viagem, com queda de 39 segundos no tempo de deslocamento final.
O levantamento considerou a extensão de maior movimentação no bairro, indo da área de acesso ao Terminal de Integração da Lagoa, até a Rua Mandala, que conecta a avenida das Rendeiras com o binário em direção às praias Mole e Joaquina. O trecho soma cerca de 2,5 quilômetros. Foram contabilizados os deslocamentos diários nos meses de abril de 2025 - antes da operação da ponte - e abril de 2026.
“A redução nos tempos de deslocamento era uma consequência esperada com a nova ponte, isso porque ela tornou a dinâmica de circulação mais fácil. Na estrutura antiga, menor e com acesso truncado, o trânsito tinha mais desafios. Hoje você chega ao Centrinho e segue reto toda vida se quer acessar as praias. Quem é do bairro, conta com um acesso apropriado ao Canto dos Araçás ou para retornar ao Centrinho. Em uma leitura rápida, sem contextualizar, a redução parecer pequena numericamente, mas em termos de trânsito e mobilidade macro, é um benefício enorme no acumulado dos trajetos”, destaca o secretário de infraestrutura e manutenção da cidade, Rafael Hahne.
Ainda assim, o município está trabalhando em novas adequações para aprimorar ainda mais o cenário viário da região, que é complexo considerando as condições territoriais. “Com a nova ponte demos um passo importante, mas sabemos que outras melhorias são necessárias e estratégicas na região. Para isso estamos trabalhando na implementação da nova rótula entre as Rendeiras e a Rua Vereador Osni Ortiga, com desapropriações necessárias já em andamento”, enfatiza Hahne.
O projeto de rotatória para a saída da ponte, na altura do entroncamento com a via que dá acesso ao Rio Tavares, terá como principal objetivo trazer mais fluidez e segurança para esse que é um ponto de cruzamento de grande quantidade de veículos. Hoje, quem vem do Rio Tavares e quer seguir no sentido Praia da Joaquina, precisa acessar a faixa do sentido oposto - Rendeiras/Centrinho - para conseguir fazer a conversão, um avanço inadequado sobre a via.
“Quando os carros precisam realizar esse movimento, há prejuízo ao fluxo da faixa invadida, além de dificultar no tempo de deslocamento, por isso será uma obra importante dentro da nossa frente de enfrentamento aos Nós Viários. Temos a convicção de que com essas melhorias, somadas, que incluem ainda o binário implantado na região, o motorista passa a ter uma experiência melhor, ganha a cidade”, conclui o secretário.

Folha de Florianópolis
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