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Sábado, 30 de Maio 2026
Outubro Rosa — Mamas densas complicam diagnóstico precoce e aumentam risco de câncer 

Saúde
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Outubro Rosa — Mamas densas complicam diagnóstico precoce e aumentam risco de câncer 

Estima-se de 40% das mulheres acima dos 40 tenham mamas densas; introdução da tomossíntese têm revolucionado a detecção precoce nessas condições    

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A adoção da tomossíntese mamária nos protocolos clínicos tem transformado a detecção precoce de tumores em mamas densas, melhorando a precisão diagnóstica e permitindo identificar lesões em estágios iniciais. 

Mamas densas têm mais tecido fibroglandular e menos gordura, o que dificulta a detecção por mamografia porque tecido e tumores apresentam densidade semelhante. Isso pode mascarar lesões e estar associado a um risco ligeiramente maior de câncer de mama. A condição é mais frequente em mulheres jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade, especialmente em quem não teve filhos, não amamentou, está acima do peso ou faz terapia hormonal. Estima-se que cerca de 40% das mulheres acima de 40 anos tenham mamas densas. 

O Outubro Rosa reúne ações globais de conscientização sobre o câncer de mama, com foco em informação e incentivo ao diagnóstico precoce. Quando detectado em estágios iniciais, o câncer de mama tem taxa de cura superior a 95%, por isso o rastreamento e o acesso a exames adequados são fundamentais. 

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Tomossíntese mamária — vantagens e indicações: 

Como funciona: a tomossíntese captura múltiplas projeções da mama a partir de diferentes ângulos e reconstrói cortes finos, permitindo visualizar sucessivos planos da glândula mamária; 

 

 

Benefícios: facilita a identificação de pequenas lesões, distorções arquiteturais, assimetrias e nódulos que podem passar despercebidos na mamografia 2D; 

 

 

Indicações: especialmente indicada para pacientes com mamas densas; também é recomendada quando a mamografia 2D mostra alterações ou quando há histórico familiar de câncer de mama; 

 

 

Impacto combinado: a associação da tomossíntese com a mamografia digital aumenta a detecção de certos tumores e reduz a necessidade de exames complementares, diminuindo ansiedade e custos. 

 

A tomossíntese não elimina totalmente a necessidade de outros exames. “Os exames adicionais ajudam a garantir que nenhum detalhe seja negligenciado e que o tratamento seja o mais eficaz possível”, afirma a médica radiologista do Sabin Diagnóstico e Saúde Nara Fabiana Cunha. Ultrassom ou ressonância magnética podem ser necessários para avaliar nódulos, lesões complexas ou suspeita de extensão da doença. Esses exames garantem uma avaliação mais completa e orientam o tratamento. 

Como fazer o autoexame da mama: 

 

Importante: o autoexame deve ser feito todos os meses, mas não substitui o exame clínico feito por profissional de saúde. Mulheres que menstruam devem escolher um dia após o ciclo para fazê-lo. Mulheres na menopausa devem definir uma data fixa todo mês. Ao identificar qualquer alteração ou nódulo, procure um médico o quanto antes. 

 

No espelho: 

Fique em frente ao espelho com os braços relaxados e, depois, com as mãos na cintura, faça força para ver se há alguma alteração; 

Levante as mãos acima da cabeça para observar se há algum enrugamento, achatamento, saliência, vermelhidão ou assimetria;  

Verifique a posição, tamanho e forma dos mamilos e pressione levemente para ver se sai alguma secreção.  

 

Palpação (em pé ou deitada): 

Em pé: levante um braço e apoie-o sobre a cabeça, então, com a mão oposta, use a polpa dos dedos para apalpar toda a mama em movimentos circulares, de cima para baixo e em movimentos de massagem, estendendo a análise até a axila.  

Deitada: pode-se colocar uma toalha dobrada sob o ombro da mama que vai ser examinada. Essa posição pode facilitar a palpação; 

 

O que observar e palpar: 

Mamas e mamilos: Verifique se há mudanças na forma ou aparência das mamas ou mamilos, como caroços, saliências, enrugamento da pele, vermelhidão ou secreções;  

Textura: sinta a mama buscando alterações na textura, como endurecimento, que pode indicar um nódulo.  

Secreções: observe se há saída de líquido dos mamilos, especialmente se for sangue ou transparente. 

 

"O autoexame não substitui os exames de imagem. Embora seja um gesto de autocuidado importante, ele detecta apenas alterações que já são palpáveis. Por isso, a mamografia anual segue como a principal aliada da detecção precoce 

porque detecta sinais iniciais”, conclui a dra. Nara. 

 

Célio Roberto Velho

Publicado por:

Célio Roberto Velho

Administrador, Supervisor e Colunista, do Portal Folha de Florianópolis. Imbitubense mora a mais de 27 anos na capital em Florianópolis.

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