A aprendizagem profissional inseriu mais de 647 mil jovens no mercado brasileiro, um recorde histórico, enquanto 72% das empresas relatam impactos negativos pela falta de qualificação adequada. Estudos também indicam que qualificação acima da exigida pode elevar rendimentos, mas exige escolhas precisas para evitar desperdícios.
O que você pode fazer para se preparar melhor e aumentar seus rendimentos, especialmente se quer desenvolver uma carreira corporativa?
Criamos 8 dicas para te ajudar a ter maior efetividade e foco:
Passo 1: reconheça a qualificação como base para uma renda sustentável
A qualificação deve ser o primeiro investimento em qualquer plano profissional. Mas não é qualquer qualificação: tem que ter aderência ao objetivo profissional. Se você quer trabalhar no mercado financeiro, uma faculdade de educação física não ajudará muito.
Essa preparação precede a renda, pois empregos formais contratam quem demonstra domínio prático. Em 2023, 3 em cada 4 trabalhadores brasileiros sem ensino superior dependiam de qualificação profissional ou técnica, conforme o IBGE, destacando a urgência desse investimento inicial.
Passo 2: integre meios formais e informais para preparação eficiente
Meios formais fornecem diplomas e certificados reconhecidos, como cursos técnicos e acadêmicos, enquanto os informais constroem expertise por meio de experiências práticas que geram resultados concretos.
Passo 3: busque aderência à sua atividade
A aderência do conhecimento à área de atuação direciona o sucesso: qualificação genérica pode até ser útil para conhecimentos gerais, mas desperdiça tempo precioso que você poderia direcionar a algo mais focado e útil à sua atividade.
Você pode até pensar: minha área de atuação não exige faculdade. Mas um dia a conta chega. A competitividade aumenta, muda o diretor e o pensamento sobre qualificação, e a exigência passa a ser critério de entrada e permanência.
Passo 4: aplique finanças como ferramenta universal
Finanças valem para qualquer atividade. Tempo em qualificação deve retornar em contratos. Há pessoas que ganham fortunas e não conseguem administrar suas finanças, porque não aprenderam o básico, ou perdem oportunidades de multiplicar o dinheiro por falta de noções de risco e retorno.
Passo 5: busque qualidade da fonte de informação
Tempo é o ativo mais caro: priorize as fontes de seu aprendizado, pesquise o que vai aprender, com quem, se o método se aplica ao seu sistema de aprendizado. Um MBA de 1 ano em uma entidade que não gera valor para você são 12 meses perdidos, além do custo financeiro. Porém, se agregar conhecimento, notoriedade e resultados práticos, pode ser inclusive uma entidade menor, mas vai cobrir o objetivo principal: resultados.
Passo 6: avalie custo-benefício e mantenha-se atualizado
O custo deve envolver desde questões diretas, como valor investido e deslocamento, como também aqueles nem sempre lembrados, como tempo e energia.
Por outro lado, não adianta fazer uma formação e nunca mais se atualizar. Leia, informe-se, tenha o hábito de saber o que acontece no mundo e, principalmente, atualize-se em sua área com bons cursos de atualização.
Passo 7: participe de redes e associações
Participar de um grupo com os mesmos interesses amplifica seu aprendizado. Se você é empresário, participe da associação comercial; se é advogado, participe dos eventos da OAB e assim por diante. Eu sou educadora e planejadora financeira, e participo das redes de discussões da Planejar e da APPOEF, além de grupos menores onde trocamos informações sobre melhores práticas e o que há de novo em nossa profissão.
Passo 8: monitore seu conhecimento e ajuste a estratégia
Faça a si mesmo perguntas sinceras: “O meu conhecimento está adequado à minha atividade? Ele me leva aonde eu quero chegar?”
No passado, um profissional que não buscava o novo apenas não crescia. Hoje, é ultrapassado e substituído.
Antes, uma pessoa estudava, depois trabalhava e no fim descansava. Hoje, fazemos isso o tempo todo, ao mesmo tempo.
Pense nisso e busque qualificação constante.
Folha de Florianópolis
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