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Domingo, 15 de Março 2026
Improbidades tecnológicas

Coluna da Carmem
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Improbidades tecnológicas

Perdas cognitivas e doenças mentais

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Busco o que  me prove que a tecnologia avançada e a Inteligência Artificial melhorou a vida do ser humano.

Acompanho artigos e notícias. Duas me aterrorizam. Por um lado, a índice de QI aponta redução nas gerações que nasceram sob o impacto das telas, embora fosse esperado, antes, que cada geração desenvolvesse um nível maior do que a anterior. Pela primeira vez, a expectativa frustrou. As aptidões dos mais jovens não alcança os níveis desejados.

Por outro lado, a taxa de doenças mentais precocemente diagnosticadas em jovens cresce assustadoramente.

Docentes não conseguem que as turmas alcancem rendimentos esperados. A prof Teresinha Pereira relata a dificuldade de os alunos se expressarem. sequer resumir verbalmente  o conteúdo de trabalho realizado por eles mesmos é obtido. “Silêncio e olhares paralisados é o que obtenho como respostas”, declara.

Já o psiquiatra Leonardo Lessa, em entrevista, me explica que o excesso de estímulos a que crianças e jovens  são expostos nas telas acelera o córtex pré-frontal, desestruturando a química cerebral e afetando não só a cognição como disparando patologias psiquiátricas, impulsionadas pelos estímulos visuais excessivos.

O que me causa maior estranheza é o fato de a sociedade perceber a desregularização mental humana proveniente do mundo dominantemente tecnológico e ainda assim demorar tanto a frear o acesso quase permanente às telas. Enquanto países com níveis educacionais mais elevados como os países nórdicos já baniram os aparelhos eletrônicos nas escolas e jovens abaixo de 16 anos estão com acesso restrito a celulares, no Brasil a regularização das redes sociais pouco avança. Não basta, aliás, afastar os jovens das telas . É preciso reeducá-los para a vida real, ensinar- lhes a interagir, brincar e se comunicarem por meios humanos. Jovens não conseguem falar ao telefone por voz. Perdem à coordenação motora fina e nem assinar o próprio nome à mão livre é mais tarefa simples.

Não há ganho em viver em imenso bandos padronizados de comportamento alienado. Não há ganho em não precisar adquirir conhecimento e conteúdo. Não há ganho em perder horas pedindo para máquinas escrever e responder por nós.

O resultado é visível : empobrecimento mental e patologias mentais.

Vamos esperar o que mais para da vida real a nossos filhos?

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FONTE/CRÉDITOS: Carmem Teresa Elias
Comentários:
Carmem Teresa Elias

Publicado por:

Carmem Teresa Elias

Docente, pesquisadora e palestrante em Literatura Comparada e Análise de Gêneros Textuais. Autora de 16 livros publicados ( romances, crônicas, contos, poemas). Curadora e artista plástica.

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