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Quinta-feira, 16 de Abril 2026
Quando o Carnaval não combina com você

Coluna da Helena
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Quando o Carnaval não combina com você

A pressão silenciosa para estar feliz enquanto o mundo celebra

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Florianópolis pulsa no Carnaval.

Blocos lotados, praias cheias, comércio aquecido, turistas encantados.

A cidade vibra.

Mas nem todo mundo vibra junto.

Existe uma camada invisível sob o glitter. Pessoas que estão vivendo luto, separações, diagnósticos difíceis, crises financeiras, exaustão emocional. E para essas pessoas, o Carnaval não é libertação. É contraste.

A OBRIGAÇÃO DE ESTAR BEM

Há uma expectativa social quase automática: se é Carnaval, é preciso estar feliz.

Postar.

Sair.

Celebrar.

Aproveitar.

Mas o que acontece com quem não consegue?

O desconforto não é só interno. Ele se amplifica quando o entorno inteiro celebra. A dor parece inadequada, fora de época, quase inconveniente.

“ALEGRIA COLETIVA NÃO ANULA DOR INDIVIDUAL”

Cidades turísticas como Florianópolis vivem intensamente esse paradoxo. A economia gira, o setor de serviços cresce, os blocos se multiplicam.

E isso é legítimo.

Mas também é legítimo não estar no ritmo da festa.

Existe quem esteja tentando apenas atravessar o dia.

O SILÊNCIO QUE NÃO APARECE NAS FOTOS

O Carnaval é uma vitrine.

Mas ninguém fotografa o quarto silencioso.

A mensagem que não chegou.

A ausência que pesa.

A decisão difícil que precisa ser tomada depois que a música acaba.

E talvez o mais delicado seja isso: a sensação de que sua dor deveria esperar a quarta-feira de cinzas.

PERMITIR-SE NÃO PARTICIPAR TAMBÉM É LIBERDADE

Nem toda liberdade é sair para a rua.

Às vezes, é ficar em casa sem culpa.

Não romantizar o sofrimento.

Mas também não forçar uma alegria performática.

Há espaço para quem celebra.

E precisa haver espaço para quem recolhe.

UMA CIDADE É FEITA DE TODOS OS RITMOS

O Carnaval movimenta Florianópolis economicamente e culturalmente. Isso é fato.

Mas maturidade coletiva também passa por reconhecer que a cidade não é feita só de festa. Ela é feita de pessoas. E pessoas atravessam fases.

Talvez o verdadeiro respeito esteja em entender que alegria compartilhada é potente. Mas empatia compartilhada é essencial.

Nem todo mundo vai dançar.

E está tudo bem.

FONTE/CRÉDITOS: Texto de autoria própria – Helena Souza
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Imagem ilustrativa criada por IA
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Helena Souza

Publicado por:

Helena Souza

Consultora administrativa e financeira, especialista em transformar caos em clareza. Traz conteúdo útil, reflexões e dicas reais do dia a dia, "porque nem tudo é trabalho".

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