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Caso Gabriel: júri inicia com depoimentos dos pais da vítima e de Delegado que atuou no caso
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Caso Gabriel: júri inicia com depoimentos dos pais da vítima e de Delegado que atuou no caso

Julgamento ocorre no Foro de São Gabriel, na Fronteira Oeste

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Começou na segunda-feira (29/6), em São Gabriel, o júri dos três policiais militares acusados de envolvimento na morte de Gabriel Marques Cavalheiro, em agosto de 2022, no município da Fronteira Oeste.

A sessão é presidida pela Juíza de Direito Liz Grachten, titular da Vara Criminal. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em três dias, após a oitiva de 20 testemunhas (cinco de acusação e 15 de defesa), o interrogatório dos réus e o debate entre Ministério Público e advogados de defesa.

As primeiras testemunhas ouvidas foram os pais da vítima e o Delegado da Polícia Civil responsável pela investigação na época do fato. Conforme os autos, Gabriel foi encontrado morto em um açude na localidade de Lava Pé, em 19 de agosto de 2022. Segundo a denúncia, o jovem, de 18 anos, foi abordado pelos policiais militares na noite do dia 12 de agosto, em razão do atendimento de uma ocorrência. De acordo com a acusação, a vítima teria sido agredida, colocada em uma viatura policial e, depois, encontrada já sem vida na região do açude.

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Os três réus estão presos preventivamente desde o dia 23 de agosto de 2022.

Depoimentos

A mãe de Gabriel narrou os acontecimentos desde que soube do desaparecimento do filho. Segundo ela, o jovem tinha viajado para São Gabriel há poucos dias para se apresentar ao serviço militar obrigatório, uma vez que tinha completado 18 anos há menos de um mês. A família, moradora de Guaíba, teria acertado que ele ficaria na casa de parentes residentes no município da Fronteira Oeste durante este período. A mulher mencionou que, após saber da abordagem da polícia ao filho naquela noite, por meio de vizinhos, a família procurou a Brigada Militar para solicitar informações, no entanto, não teria sido esclarecida quanto ao paradeiro de Gabriel.

Em seguida, o pai de Gabriel detalhou os dias em que realizou buscas na cidade de forma independente, com o apoio de familiares. Ele afirmou que acreditava que, depois da abordagem policial, o jovem teria sido liberado ou estaria preso em algum local, por isso foram até a Brigada buscar informações. O Delegado de Polícia José Soares de Bastos contou como conduziu a investigação na época dos fatos. De acordo com ele, apesar de o corpo ter sido encontrado na água, a Polícia descartou a suspeita de afogamento e passou a investigar o possível homicídio. Bastos relatou os procedimentos adotados e a cronologia dos trabalhos envolvendo a busca por testemunhas e a inspeção na Barragem localizada em Lava Pé.

A última testemunha do dia a ser ouvida foi um dos moradores da região próxima ao açude, que respondeu a questionamentos sobre a área em que o corpo de Gabriel foi localizado, em agosto de 2022.

Sessão

Atuam na acusação os Promotores de Justiça Maria Fernanda Rabelo Ramalho, Eugênio Paes de Amorim e Karine Camargo Teixeira, representando o Ministério Público; a Assistente de Acusação, advogada Rejane Igisk Lopes; e os advogados Maurício Custódio, Ivandro Feijó, Jean Severo, Vânia Jussara Barreto, Shaianne de Gregori, Filipe Trelles e Isaac Mello, na defesa dos três acusados.

Júri do Caso Gabriel avança com o depoimento de mais seis testemunhas.

foto que mostra o prédio do foro de são gabriel visto de frente, revelando sua fachada nas cores cinza e branco, e a edificação composta por quatro andares  jpeg - 128 KBJulgamento ocorre no Foro de São Gabriel, na Fronteira OesteCréditos: Luiza Meirelles/TJRS

Terminou por volta das 21h desta terça-feira (30/6) o segundo dia de julgamento dos três policiais militares acusados pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos, em agosto de 2022, no município de São Gabriel. Os trabalhos, conduzidos pela Juíza de Direito Liz Grachten, titular da Vara Criminal, tiveram andamento com o depoimento de mais seis testemunhas. Até agora, dez pessoas foram ouvidas em Plenário desde o início do júri.

Os acusados, que estão presos preventivamente, respondem por homicídio qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Caso
Conforme os autos, Gabriel foi encontrado morto em um açude na localidade de Lava Pé, em 19 de agosto de 2022. Segundo a denúncia, o jovem foi abordado pelos policiais militares na noite do dia 12 de agosto, em razão do atendimento de uma ocorrência. De acordo com a acusação, a vítima teria sido agredida, colocada em uma viatura policial e, depois, encontrada já sem vida na região do açude.

Depoimentos
O primeiro depoimento, ainda pela manhã, foi dado pelo médico legista responsável pela necropsia da vítima. O perito respondeu a questionamentos sobre o estado de conservação do corpo, encontrado dentro d’água, e explicou os motivos pelos quais descartou o afogamento como motivo da morte de Gabriel. Para o médico, o óbito aconteceu devido a trauma causado por objeto contundente na região cervical da vítima, mas declarou não ser possível precisar a data e a hora da morte em razão das condições do corpo.

Em outra cena da mesma sala de audiência, a magistrada permanece sentada atrás da bancada, com expressão atenta, diante de um notebook. À frente, um homem de terno cinza e óculos está sentado de perfil, gesticulando enquanto fala. Ao fundo, servidores e participantes acompanham a audiência em computadores, e um homem em pé observa a sessão. A bandeira do Brasil aparece ao lado da bancada, e há documentos e equipamentos sobre as mesas.  .jpeg - 229 KBMédico legista responsável pela necropsia foi uma das testemunhas a depor nesta terça-feira. Créditos: Luiza Meirelles/TJRS

Em seguida, foi ouvida a Tenente Coronel da Brigada Militar que realizou o inquérito policial militar na época dos fatos. Ela narrou os fatos ocorridos desde o dia em que assumiu os trabalhos e as diligências adotadas a partir disso, incluindo a análise do GPS da viatura utilizada pelos réus durante a abordagem a Gabriel. De acordo com a Tenente Coronel, a investigação buscou avaliar e entender a individualidade das condutas dos acusados naquela noite.

A próxima testemunha a depor foi o perito criminal que atuou no dia e local onde o corpo da vítima foi encontrado, uma semana após o seu desaparecimento. Ele respondeu a perguntas sobre as características geográficas da área, como tipo e extensão da vegetação, profundidade do açude e formas de acesso à localidade. Também detalhou elementos observados por ele no corpo do jovem após terem o retirado da água.

Durante a tarde, foram ouvidas a mulher que realizou a ligação à Brigada Militar, cujo chamado originou a abordagem a Gabriel posteriormente, e a vizinha que esteve na casa dela naquela noite. Ambas foram questionadas sobre o que aconteceu durante e após a chegada da guarnição e, ainda, a respeito dos depoimentos prestados ao longo das investigações.

O último a depor nesta terça foi o Tenente da Brigada Militar, superior hierárquico aos réus na época dos fatos, que atuou no caso após o registro de desaparecimento da vítima. Ele prestou informações sobre as diligências realizadas a partir disso, incluindo os procedimentos adotados para as buscas do jovem e o que ocorreu no dia em que localizaram o corpo de Gabriel.

O julgamento seguirá nesta quarta-feira (1º/7), a partir das 9h, quando outras testemunhas falarão em Plenário. Mais nove pessoas ainda serão ouvidas, além dos réus durante interrogatório. Os debates entre acusação e defesa iniciarão na sequência.

Júri
Atuam na acusação os Promotores de Justiça Maria Fernanda Rabelo Ramalho, Eugênio Paes de Amorim e Karine Camargo Teixeira, representando o Ministério Público; a Assistente de Acusação, advogada Rejane Igisk Lopes; e os advogados Maurício Custódio, Ivandro Feijó, Jean Severo, Vânia Jussara Barreto, Shaianne de Gregori, Filipe Trelles e Isaac Mello, na defesa dos acusados.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Julgamento ocorre no Foro de São Gabriel, na Fronteira OesteCréditos: Luiza Meirelles/DICOM

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