Segundo a Federação Internacional de Diabetes (*Internacional Diabetes Federation) cerca de 16, 6 milhões de brasileiros vivem com diabetes. Até 2050, o número deve saltar para 52 milhões. O Brasil ocupa a 6ª posição entre os países com maior número de pessoas com a condição. No mundo, a projeção é alarmante: se nenhuma ação eficaz for tomada a tempo, o número de pessoas com diabetes deve sair de 589 milhões de adultos e chegar a 853 milhões em 2050.
A Associação dos Diabéticos da Grande Florianópolis-ADIFLOR realiza, no dia 7 de novembro, o evento “A pessoa com diabetes que se cuida pode ter uma vida saudável!”, localizado na Travessa Syriaco Atherino, nº 100, Bairro Centro - Florianópolis/SC. A iniciativa contará com profissionais da Podologia, Cardiologia, Oftalmologia, Nutrição, Educação Física, Endocrinologista, Dentistas, e Educação em diabetes.
Os pacientes já diagnosticados com diabetes durante o evento terão acesso ao teste de glicose, à aferição de pressão arterial e o cálculo do IMC. Os participantes poderão tirar dúvidas com os profissionais, fazer avaliação dos pés, exame de retina e orientações de como o cuidado com a saúde. Além disso, a ADIFLOR solicitou a iluminação azul da Câmara dos Vereadores, entre os dias 9 e 15 de novembro, para sensibilizar a população.
Apesar de ser uma doença silenciosa, o diabetes pode causar danos graves a órgãos e membros do corpo, como os rins, olhos, pernas e pés. A falta de informação nas UBSs, AMAs e até mesmo em hospitais contribui para que muitos pacientes não saibam como controlar a doença adequadamente.
Uma pesquisa realizada pelo Vozes do Advocacy, Federação de Associações e Institutos de Diabetes e Obesidade, com 1.411 pessoas entrevistadas neste ano mostrou um cenário de forte desigualdade no acesso à tecnologia no Brasil: pessoas com renda mais alta têm mais de três vezes mais acesso aos sensores de glicose do que aquelas com menor renda.
Como consequência, na prática, as pessoas que usam o sensor têm cerca de 52% menos complicações microvasculares
(retinopatia, neuropatia e doença renal), 72% menos complicações macro vasculares (doenças cardiovasculares e amputações), e aproximadamente 51% menos complicações crônicas.
Durante o mês de novembro, Vozes do Advocacy realizará ações em
23 cidades juntamente com suas organizações filiadas. Além disso, iluminará o Senado e a Câmara dos Deputados nos dias 14 e 15 de novembro, em Brasília. Para todas estas ações do Dia Mundial do Diabetes, o Vozes do Advocacy juntamente com suas organizações filiadas contam com o apoio de Biomm, Cepalab, Libbs, Merck, MiniMed, Roche e Servier.
Sobre o Dia Mundial:
O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta ao aumento do interesse em torno do diabetes no mundo. Celebrado em 14 de novembro, é visto como a maior iniciativa mundial em torno do diabetes. A data foi escolhida devido ao nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebia o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.
O símbolo do Dia Mundial do Diabetes é um círculo azul que simboliza a união. A IDF buscou um formato simples para facilitar a reprodução e o uso para as pessoas que quisessem dar apoio à campanha. Esta data também é marcada com a iluminação em todo o mundo de monumentos e construções de destaque na mesma cor. O azul representa o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que simboliza também a união entre os países. Neste dia, é estimulado o uso de roupas na cor azul, cor símbolo da campanha.

Folha de Florianópolis
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